Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, é preso por participação em trama golpista
De acordo com a PGR, o ex-comandante colocou tropas da Marinha à disposição de Bolsonaro durante a articulação golpista.
- Reprodução
Notícias do Brasil – O ex-comandante da Marinha do Brasil, Almir Garnier Santos, foi preso nesta terça-feira (25/11) em uma unidade militar da própria Força, em Brasília. A prisão ocorre após sua condenação a 24 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no processo que apura a trama golpista que tentou subverter o resultado das eleições de 2022.
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Segundo apuração da coluna, Garnier foi o único dos três chefes das Forças Armadas apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como participante direto do plano que apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Condenação por cinco crimes
Garnier foi condenado pelos seguintes crimes:
Organização criminosa armada
Tentativa de golpe de Estado
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Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Dano qualificado contra patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
De acordo com a PGR, o ex-comandante colocou tropas da Marinha à disposição de Bolsonaro durante a articulação golpista, contribuindo com a estrutura militar necessária para sustentação do plano.
A decisão ocorre no mesmo dia em que o STF determinou o início do cumprimento de pena de outros condenados do chamado núcleo duro da trama, incluindo o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A prisão de Garnier marca um avanço inédito na responsabilização de militares de alta cúpula envolvidos em ações que atentaram contra o Estado Democrático de Direito.
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