Trump nega ataque iminente à Venezuela e diz que alerta sobre espaço aéreo foi “mal interpretado”
A confirmação reacende especulações sobre negociações discretas entre os dois governo.
- Foto: reprodução / Youtube
Notícias do Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscou reduzir a tensão internacional após seu próprio aviso sobre o fechamento do espaço aéreo da Venezuela. Neste domingo (30), em conversa com repórteres a bordo do Air Force One, o republicano afirmou que sua mensagem não deve ser entendida como um sinal de ataque militar iminente ao país vizinho.
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A polêmica começou no sábado (29), quando Trump publicou em suas redes sociais um comunicado inusitado dizendo que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado “totalmente fechado”. O aviso foi direcionado a companhias aéreas, pilotos e até “traficantes de drogas e pessoas”, provocando reações imediatas de Caracas e gerando preocupação entre diplomatas e especialistas.
Questionado se o alerta antecipava uma ação militar, Trump negou.
“Não tirem conclusões disso”, afirmou. Segundo ele, a orientação reflete apenas o que considera um comportamento hostil da Venezuela em relação aos Estados Unidos.
“Consideramos a Venezuela um país nada amigável. Eles enviaram milhões de pessoas, muitas indesejáveis em nosso país — vindas de prisões, gangues, traficantes de drogas — causando problemas e trazendo drogas”, declarou o presidente.
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Conversa com Maduro é confirmada, mas Trump evita detalhes
Trump também confirmou ter mantido uma conversa telefônica com Nicolás Maduro no início de novembro, informação já divulgada pelo New York Times e pelo Wall Street Journal. Ele, no entanto, recusou-se a detalhar o conteúdo da ligação.
“A resposta é sim. Não quero comentar sobre isso. Não diria que foi bem ou mal. Foi uma ligação telefônica”, disse.
A confirmação reacende especulações sobre negociações discretas entre os dois governos, num momento em que aumenta a tensão diplomática.
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