Cientista chinesa é deportada dos EUA por contrabandear fungo que destrói plantações
Segundo o FBI, fungo pode dizimar lavouras e causar intoxicações graves em humanos e animais; defesa alega exagero das autoridades.
- Foto: Reprodução
Notícias do Mundo – Uma cientista chinesa foi deportada dos Estados Unidos após tentar contrabandear um fungo capaz de destruir plantações, segundo informações divulgadas pelo FBI nesta segunda-feira (1º). Yunqing Jian, de 33 anos, havia sido presa em junho por tentar levar ao país o patógeno Fusarium graminearum, conhecido como vomitoxina, e foi acusada de conspirar com o namorado, Zungyong Liu. Ela chegou a se declarar culpada antes de ser deportada.
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Após cumprir a pena, a pesquisadora acabou expulsa do país. Em publicação no X, o diretor-adjunto do FBI, Dan Bongino, afirmou que Yunqing Jian, cidadã da República Popular da China, se declarou culpada por contrabandear um patógeno biológico perigoso para os Estados Unidos e por mentir aos agentes do órgão, sendo posteriormente deportada. Ele reforçou ainda que o FBI não ficará de “braços cruzados” enquanto adversários estrangeiros tentam explorar instalações universitárias norte-americanas para promover seus interesses.
O fungo é descrito pelo FBI como perigoso, com capacidade de destruir plantações de trigo, cevada, milho e arroz. As toxinas associadas ao patógeno podem causar episódios intensos de vômito, diarreia, febre, além de comprometer o fígado e afetar o sistema reprodutivo de animais e seres humanos.
De acordo com o jornal New York Post, a doença relacionada ao fungo é responsável por uma perda anual de até US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,14 bilhões) em destruição de terras agrícolas, especialmente em áreas do leste e do meio-oeste dos Estados Unidos.
A defesa de Jian, por sua vez, afirmou que as autoridades exageraram na resposta ao caso, alegando que a cientista apenas realizava uma pesquisa. O advogado Norman Zalkind declarou ao The Post que o governo atribuiu importância maior do que a real ao episódio e sustentou que a pesquisa não era tão prejudicial aos EUA quanto foi apresentado.
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