Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, é preso pela PF suspeito de vazar operações para o CV
Ação ocorre no âmbito da Operação Unha e Carne; segundo a PF, há “provas robustas” de repasse de informações sigilosas que teriam favorecido a facção.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil -O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso na manhã desta quarta-feira (3) pela Polícia Federal, acusado de repassar informações sigilosas de operações policiais ao Crime Organizado.
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A prisão ocorre durante a Operação Unha e Carne, deflagrada para apurar possíveis conexões entre autoridades públicas e a cúpula do Comando Vermelho (CV).
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que Bacellar teria vazado dados da Operação Zargun, realizada anteriormente e que levou à prisão do deputado estadual TH Joias (sem partido).
Para a corporação, há “provas robustas” de que o presidente da Alerj prejudicou o andamento das apurações ao alertar investigados sobre medidas que seriam executadas.
As ações desta quarta-feira incluem um mandado de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e uma intimação referente a medidas cautelares.
Todos foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte passou a autorizar operações do tipo após decisões vinculadas à ADPF das Favelas (ADPF 635), que atribuiu à PF a responsabilidade de investigar a atuação dos principais grupos criminosos violentos do Rio de Janeiro, incluindo facções com influência em comunidades e redes de proteção institucional.
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A PF afirma que os vazamentos atribuídos a Bacellar podem ter comprometido investigações sensíveis envolvendo lideranças do CV e suas articulações com agentes públicos. Até o momento, a defesa do parlamentar não se manifestou.
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A prisão do presidente da Alerj deve repercutir no cenário político fluminense, já que Bacellar é uma das figuras mais influentes da Casa responsável pela condução de pautas estratégicas e negociações com o Executivo estadual.
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