MP-AM instaura inquérito civil para investigar esquema de exploração ilegal de madeira no IPAAM
Elementos já reunidos pelo MP apontam que servidores do IPAAM teriam autorizado ou facilitado a circulação de madeira ilegal.
- Foto: divulgação
Notícias do Amazonas – O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) converteu o Procedimento Preparatório nº 06.2025.412-4 em Inquérito Civil para investigar supostos atos de improbidade administrativa envolvendo servidores — ou terceiros ligados a eles — no âmbito do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). A decisão foi assinada em 2 de dezembro de 2025 pela Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público.
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Segundo o MP-AM, há indícios de um esquema estruturado de exploração ilegal de madeiras nativas em municípios do sul do Amazonas, envolvendo fraude documental, concessão irregular de licenças ambientais e inserção de informações falsas nos sistemas oficiais de controle ambiental do Estado.
Confira: Inquérito Ipaam
Esquema envolve falsificações e licenças irregulares
De acordo com a portaria, os elementos já reunidos no procedimento preparatório apontam que servidores do IPAAM — possivelmente em conluio com agentes externos — teriam autorizado ou facilitado a circulação de madeira extraída ilegalmente por meio de documentos falsificados e autorizações ambientais irregulares. Os supostos crimes incluem:
Falsificação de documentos oficiais;
Inserção de dados fraudulentos nos sistemas internos do IPAAM;
Concessão indevida de licenças ambientais;
Atuação para acobertar exploração irregular de madeira em áreas sensíveis.
O MP-AM cita que tais práticas violam a legislação ambiental vigente e podem configurar atos de improbidade administrativa, com danos ao patrimônio público e ao meio ambiente.
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MP cobra novas informações do IPAAM
A Promotoria determinou ainda a reiterar o Ofício nº 0435/2025/70PJ ao IPAAM, após constatar que as informações enviadas pelo órgão ambiental — por meio do Ofício nº 6086/2025 — não atenderam integralmente às solicitações feitas anteriormente. O Ministério Público reforça que o IPAAM deve prestar os esclarecimentos completos, sob pena de medidas legais.
O servidor Leandro de Alencar Serudo foi designado para secretariar o andamento do inquérito.
A publicação destaca que o MP-AM tem o dever institucional de proteger o patrimônio público, o meio ambiente e os interesses difusos e coletivos, conforme as leis 8.625/93 e LC 011/93, além das resoluções que regulam o funcionamento do inquérito civil.
Outro lado
A reportagem do Portal AM Post entrou em contato com a assessoria de comunicação do IPAAM buscando um posicionamento sobre a instauração do inquérito civil e as possíveis irregularidades apontadas pelo Ministério Público. Até o fechamento desta matéria não tivemos retorno, o espaço permanece aberto.
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