Joesley Batista viaja à Venezuela para pressionar Nicolás Maduro a renunciar, diz Bloomberg
Dono da JBS esteve em Caracas no fim de novembro para reforçar recado do governo Donald Trump; Casa Branca tinha conhecimento da iniciativa, segundo a agência.
- (Foto: Redes sociais)
Notícias do Mundo – O empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS, viajou secretamente a Caracas no fim de novembro para se reunir com Nicolás Maduro com o objetivo de pressionar o líder venezuelano a renunciar ao cargo.
PUBLICIDADE
As informações foram divulgadas pela Bloomberg, que ouviu fontes com conhecimento direto do encontro. A visita ocorreu poucos dias depois de uma ligação entre Maduro e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a agência, a iniciativa partiu do próprio Joesley, que buscava reforçar a mensagem de Washington sobre a necessidade de saída imediata do autocrata. A Casa Branca estava ciente da reunião.
Sem anunciar a viagem, o avião particular de Joesley pousou na capital venezuelana às 5h14 do domingo (23) e permaneceu no país até a manhã seguinte, decolando às 7h53 de retorno ao Aeroporto Catarina, em São Paulo.
A renúncia de Maduro era considerada prioridade do governo Trump, que teria imposto um ultimato para que o ditador deixasse o poder até 28 de novembro, segundo a Reuters — prazo que não foi atendido. Como resposta, Trump anunciou no sábado (29) o fechamento do espaço aéreo venezuelano para aeronaves norte-americanas.
PUBLICIDADE
A Bloomberg destaca que Joesley e o governo venezuelano mantêm relações comerciais de longa data. Os irmãos Batista negociaram anteriormente um acordo de US$ 2,1 bilhões para fornecer carne e frango a Caracas, operação mediada por Diosdado Cabello, hoje ministro do Interior e um dos principais aliados de Maduro.
Procurada, a J&F, controladora da JBS, afirmou apenas que “Joesley não é representante de nenhum governo”. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário da Bloomberg.
A tensão entre Trump e Maduro vinha escalando nos meses anteriores, especialmente após Washington declarar guerra às operações de cartéis de drogas na América Latina.
Na semana passada, os EUA incluíram o Cartel de los Soles — ligado a altos oficiais venezuelanos e apontado como controlado por Maduro — na lista de organizações terroristas estrangeiras.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






