Ex-chefe de inteligência de Maduro acusa regime de “cartel de narcoterrorismo” e cita Smartmatic em carta a Donald Trump
General Hugo Carvajal afirma que governo venezuelano usa tráfico de cocaína, gangues, agentes estrangeiros e manipulação eleitoral para sustentar permanência no poder.
- (Foto: Reprodução)
Notícias do Mundo – O general venezuelano Hugo Carvajal, ex-chefe de inteligência militar de Nicolás Maduro, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual descreve o regime da Venezuela como um “cartel de narcoterrorismo completo”.
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Na correspondência, Carvajal que rompeu com o chavismo e vive em conflito com o governo venezuelano faz uma série de acusações que envolvem tráfico de drogas, alianças criminosas e interferência eleitoral.
Segundo o documento, Maduro e seus principais aliados utilizam diversos mecanismos para permanecer no poder e expandir sua influência criminosa dentro e fora da Venezuela. Carvajal afirma que o regime opera com o auxílio de organizações como o Trem de Aragua, além de manter relações com agentes do Hezbollah e com espiões cubanos, que teriam papel estratégico em operações de inteligência e repressão.
“Eles usam a cocaína, gangues do Trem de Aragua, Hezbollah e espiões cubanos como armas contra os Estados Unidos inundando nossas ruas com assassinos, infiltrando nossas forças armadas e até fraudando eleições por meio da Smartmatic”, escreveu o general.
Um dos pontos mais sensíveis da carta está na acusação de que a empresa Smartmatic fornecedora de tecnologia e software eleitoral funcionaria como uma “ferramenta de manipulação” utilizada pelo chavismo para fraudar processos eleitorais.
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A companhia já foi alvo de polêmicas e teorias envolvendo disputas eleitorais em diferentes países, mas a declaração de Carvajal é uma das acusações mais diretas feitas por um ex-integrante do alto escalão do regime venezuelano.
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As afirmações, porém, não são acompanhadas de provas no texto divulgado. A carta acrescenta novos elementos ao já intenso embate político envolvendo Venezuela, Estados Unidos e denúncias de narcotráfico no alto comando militar e político do chavismo.
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