Polícia abre quarta linha de investigação e apura possível erro na intubação de Benício em hospital de Manaus
Quarta linha de investigação passa a apurar se houve erro no procedimento de intubação, enquanto polícia reforça perícias e ouve novos profissionais envolvidos no atendimento.
- Foto: Reprodução
Notícias Policiais – O caso da morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, teve um novo desdobramento nesta quinta-feira (4). Uma acareação foi realizada entre a médica Juliana Brasil e a técnica de enfermagem Rayssa Marinho, ambas envolvidas no atendimento que antecedeu o falecimento da criança. Paralelamente, uma quarta linha de investigação foi aberta para apurar se Benício pode ter sido vítima de um erro durante o procedimento de intubação.
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Com esse novo foco, o inquérito passa a ser conduzido com base em quatro frentes principais, que buscam esclarecer as causas e definir eventuais responsabilidades pela morte do menino. Segundo o delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a primeira linha apura a possível responsabilidade da médica; a segunda, da técnica de enfermagem; a terceira analisa possíveis falhas estruturais do hospital. A quarta, revelada na manhã desta quinta-feira, investiga especificamente se houve erro na intubação.
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De acordo com o delegado, essa hipótese já vinha sendo considerada, mas novos elementos levaram à necessidade de aprofundar essa vertente. “Desde o início, a Polícia Civil se comprometeu em investigar todas as possibilidades e continuamos buscando esclarecer a responsabilidade de todos que, eventualmente, possam ter contribuído para a morte do Benício”, afirmou.
Durante a acareação, médica e técnica de enfermagem mantiveram as versões prestadas anteriormente em depoimentos. Na ocasião, Juliana Brasil confirmou a autenticidade das capturas de tela da conversa entre ela e outro médico da unidade hospitalar, divulgadas no fim de semana.
A próxima etapa da investigação inclui novas perícias pelo Instituto Médico Legal (IML), além da coleta de depoimentos adicionais de profissionais que tiveram contato com a criança, inclusive da equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também será realizada perícia técnica no sistema interno do hospital para verificar se há troca automática de receituário de medicações. O técnico de informática responsável pelo sistema, integrantes da equipe médica e da gestão do hospital serão ouvidos, conforme destacou o delegado.
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