Metodologia frágil e resultados destoantes colocam pesquisa da Census sob desconfiança no Amazonas
Diferenças entre as pesquisas expõem falhas da metodologia da Census e colocam seus resultados sob suspeita.
A mais recente pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira (5) pelo Census Instituto de Pesquisa Estatística e Tecnologia Ltda, realizada por telefone entre 1º e 4 de dezembro, virou alvo de questionamentos após comparação com últimos levantamentos presenciais conduzidos por outras empresas como o Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN).
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Enquanto o IPEN, em pesquisa presencial de julho aplicada em 12 municípios do estado, aponta um cenário eleitoral mais equilibrado, com Omar Aziz registrando 36,3% e David Almeida aparecendo com 24,2% no cenário mais competitivo, a Census entrega números que ignoram completamente a evolução natural das intenções de voto e a dinâmica de campo. Na pesquisa telefônica da empresa, Aziz salta para 40%, Maria do Carmo Seffair (PL-AM), 26%, enquanto David Almeida despenca para 20% já no primeiro cenário estimulado, uma diferença brusca e sem explicação metodológica convincente.
Quando levados em consideração somente os votos válidos, a vantagem de Omar Aziz é ampliada na Census chegando a 46%; Maria do Carmo sobe para 31% e David Almeida com 23%.
A disparidade também se observa em outro levantamento do IPEN, divulgado na semana passada e realizado entre os dias 14 e 24 de novembro, que aponta 31,6% para Omar Aziz e 25,1% para David Almeida, reforçando o padrão encontrado pelo IPEN e que a Census insiste em ignorar. A coincidência entre pesquisas presenciais e independentes deveria, no mínimo, acender o alerta sobre a lógica estatística usada pela empresa do levantamento telefônico.
A empresa também aponta rejeição extrema de 61% ao prefeito David Almeida, um número que não aparece em nenhum outro levantamento recente e que não acompanha o movimento natural do eleitorado registrado pelo IPEN.
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E aí entra o principal problema: a metodologia da Census. O instituto admite usar exclusivamente CATI (COMPUTER ASSISTED TELEPHONE INTERVIEW), com discagem automática para números celulares selecionados por prefixos e troncos telefônicos próprios. Na prática, isso significa um recorte enviesado — quem atende telefone, quem não bloqueia chamadas e quem tem número válido entra na pesquisa; quem não entra… simplesmente não existe nas tabelas. Já o IPEN, por outro lado, faz abordagem presencial, indo até bairros de Manaus e cidades do interior como Tefé, Coari, Maués e Parintins. Ou seja, mede o eleitor real, não o eleitor que atende ligação aleatória. A diferença não é detalhe técnico: é o que separa um retrato fiel de um borrão estatístico.
No relatório da Census, outro ponto que levanta suspeita é a falta de transparência na distribuição dos 2.000 entrevistados entre os municípios. A empresa diz aplicar ponderações baseadas na média de comparecimento das “últimas três eleições”, mas não divulga quantos entrevistados por cidade, nem a representatividade real de cada amostra regional. Já o IPEN detalha municípios, perfil amostral e distribuição urbana/interior.
Repercussão na redes sociais
Nas redes sociais, a divulgação da pesquisa da Census foi recebida com desconfiança imediata. Comentários apontam suspeitas claras sobre os números apresentados, como: “Pesquisa muito suspeita, Omar não tá com tudo isso, a rejeição dele é enorme e essa pesquisa não mostrou isso”, além de críticas diretas à credibilidade do levantamento: “Aí é boato, Omar Aziz não tá na frente do David nem a pau”. O tom geral dos internautas resume o sentimento dominante: “Ninguém acredita mais em pesquisas, fato!”.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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