Contradições de Durango Duarte expõem fragilidade do discurso pró-Omar Aziz e aumentam tensão na disputa pelo governo do Amazonas
Marqueteiro abandona narrativa do “primeiro turno garantido” e mira ataques em Wilson Lima e David Almeida.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – O empresário Durango Duarte, uma espécie de marqueteiro do pré-candidato ao governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), que havia cravado meses atrás que Aziz ganharia a eleição 2026 no primeiro turno mudou o discurso em entrevista concedida ao programa Meio-Dia, apresentado pelo jornalista Jefferson Coronel nessa quinta-feira (4). No vídeo Durango faz previsões cambiantes e ataca adversários de seu aliado.
Meses atrás, o empresário chegou a cravar que Omar Aziz venceria a eleição de 2026 no primeiro turno. Agora, porém, mudou radicalmente o tom. “Na minha opinião tem segundo turno com a decisão do grupo do David Almeida lançar candidato. O Omar vai para o segundo. Ele vai agora ver quem é o adversário dele se é a Maria do Carmo ou o David Almeida”, afirmou durante a entrevista.
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A contradição não passou despercebida. O discurso, antes triunfalista, agora admite a existência de um segundo turno — algo que especialistas já apontavam como inevitável diante do crescimento de lideranças como a também pré-candidato ao governo Maria do Carmo e da força eleitoral do prefeito de Manaus David Almeida, ambos com capilaridade consolidada.
Durango também ignora, de forma conveniente, o peso político das máquinas do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus, que deverão estar alinhadas com adversários de Omar Aziz em 2026. Historicamente, eleições no Amazonas são fortemente influenciadas por esses dois eixos de poder, e analistas consideram “altíssima” a probabilidade de um dos nomes apoiados por essas estruturas avançar ao segundo turno.
A tentativa de Durango de vender um cenário favorável ao seu aliado é vista por críticos como uma narrativa artificial, desconectada dos números disponíveis e do sentimento observado tanto nos bastidores quanto nas ruas onde Omar tem grande rejeição. O recuo do “ganha no primeiro turno” para o “vai para o segundo turno” reforça a percepção de que o marqueteiro tenta ajustar o discurso à medida que a disputa se mostra mais apertada.
Durango tenta vender uma narrativa artificial que não se sustenta nem nos números nem no clima entre políticos e na rua. Não por acaso ele já teve que recuar do “Omar ganha no primeiro turno” para o “Omar vai estar no segundo turno”. No entanto, Omar pode sim ficar de fora do segundo turno.
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Críticas a Wilson
Para engrossar o caldo Durango ainda tenta jogar uma pá de cal na campanha do governador Wilson Lima ao Senado. Diz que o Wilson não tem muita chance, que a sua rejeição é alta e que ele está praticamente fora do jogo. Coincidência ou não, logo em seguida a entrevista saiu uma pesquisa da Census Consultoria para o Senado colocando Wilson em quarto lugar. Praticamente uma réplica do que Durango disse na entrevista. Será que é só coincidência?
Dizer que Wilson não tem nenhuma chance não é análise, é torcida, além de ser irresponsável e mentirosa. Até porque quase 50% do eleitorado para o Senado vai decidir o voto nos dois últimos dias da eleição.
Omar quer o Wilson sentado na cadeira de governador, apoiando ele para o governo, e trabalha forte nos bastidores para isso.
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