Vereador mostra ao vivo maços de dinheiro e denuncia esquema para compra de voto em eleição de câmara municipal
O caso ocorreu durante a sessão que definiu a nova Mesa Diretora da Casa.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O vereador Marcelio Estevam Teixeira, conhecido como Marcelo Moto Som (Mobiliza), dez uma grave denúncia em pleno plenário da Câmara Municipal de Mercês, na Zona da Mata mineira, que desencadeou a abertura de inquérito pela Polícia Civil e a atuação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O caso ocorreu na última terça-feira (2), durante a sessão que definiu a nova Mesa Diretora da Casa. Na ocasião, parlamentar, afirmou ter recebido R$ 100 mil para votar no candidato José Ivanio de Oliveira (PSD) e apresentou o dinheiro diante dos colegas e do público.
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A cena, registrada pela gravação oficial da Câmara e publicada nas redes sociais do Legislativo, mostra o parlamentar retirando maços de dinheiro de uma bolsa e colocando-os sobre a mesa. Em discurso, ele relatou que o valor teria sido entregue por um empresário do município, identificado como Calixto Domingos Neto, proprietário de um posto de combustíveis. Segundo Marcelio, o montante seria parte de um acordo para garantir seu voto na eleição interna. Diante do ocorrido, a Polícia Militar foi acionada e apreendeu o dinheiro apresentado.
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“Tomei a decisão mais difícil da minha vida pública. Entrei na armadilha para revelar quem arma. Sacrifiquei minha… meu nome, sacrifiquei minha liberdade. Tá aqui ó, dinheiro não me compra, o povo que me escolheu”, declarou o vereador no plenário, ao justificar a exposição do caso.
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Após o episódio, Marcelio detalhou que vinha sendo procurado havia cerca de dois meses. De acordo com ele, Calixto Domingos Neto — irmão do prefeito eleito, que ainda não pôde assumir o cargo — teria insistido repetidamente para que ele apoiasse José Ivanio de Oliveira (PSD). O parlamentar afirmou ainda que metade do valor teria sido entregue em espécie e metade por meio de cheque. Logo após a denúncia pública, o empresário deixou o prédio da Câmara sem prestar esclarecimentos.
O delegado Arthur Simões instaurou um inquérito para investigar a suspeita de crime de corrupção eleitoral. O Ministério Público de Minas Gerais informou ter solicitado formalmente a abertura das apurações e deve acompanhar o andamento das investigações.
A defesa do vereador, representada pela advogada Leury Oliveira, declarou que o caso já está sendo analisado pela Polícia Militar e que Marcelio entregou todo o material em sua posse para colaborar com as autoridades.
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