Pais do menino Benício que morreu no Hospital Santa Júlia em Manaus dão entrevista ao ‘Fantástico’
Caso foi destaque na edição do programa.
- (Foto: Divulgação)
Notícias de Manaus – O caso do pequeno Benício Xavier Freitas, de 6 anos, que faleceu no Hospital Santa Júlia, em Manaus, após um tratamento de laringite evoluir para uma tragédia, ganhou destaque nacional após a exibição de uma reportagem no “Fantástico” da Rede Globo na noite deste domingo (7).
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Durante a matéria, os pais, Bruno Freitas e Joyce Xavier, apontaram uma sucessão de erros médicos que culminaram na aplicação intravenosa de adrenalina pura, em vez da inalação recomendada, levando a criança a sofrer paradas cardiorrespiratórias fatais.
Os pais, que acompanharam o drama de quase 14 horas dentro da unidade de saúde particular, relatam o desespero ao verem a medicação injetada na veia, apesar das dúvidas levantadas sobre a prescrição.
Emocionados, eles desabafaram sobre a perda: “Nenhum pai leva o seu filho para o hospital para ele morrer. Vimos a negligência acontecer em tempo real, e a médica inclusive admitiu o erro na troca de mensagens,” declarou Joyce Xavier.
O Fantástico fez uma reportagem especial sobre o caso do menino Benício, que deu entrada no Hospital Santa Júlia com suspeita de laringite e faleceu em decorrência de uma falha e de uma negligência generalizada da equipe de atendimento.
+ pic.twitter.com/VGVM0kTj6T— RodrigoGuedesAm (@RodrigoGuedesam) December 8, 2025
A investigação está sob a responsabilidade da Polícia Civil, que trata o caso com a máxima seriedade. A criança morreu em um contexto tipificado como homicídio doloso.
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O Delegado Marcelo Martins, responsável pelo inquérito, garantiu que todos os envolvidos serão responsabilizados. “Estamos analisando minuciosamente a conduta de todos os profissionais envolvidos, desde a prescrição até a aplicação. Se for comprovada a negligência que levou ao óbito, os indiciamentos serão rigorosos,” afirmou o Delegado Martins.
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O histórico do menino, que já havia tratado laringite com sucesso por inalação no mesmo hospital um mês antes, agrava a situação da equipe médica. Bruno Freitas, pai de Benício, reforçou o clamor da família: “Queremos que a verdade venha à tona e que a morte do nosso filho não seja apenas mais uma estatística de erro médico. Queremos que a justiça seja feita,” concluiu. A Polícia Civil segue coletando depoimentos e laudos para determinar o nexo causal definitivo entre a conduta médica e o falecimento da criança.
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