Malafaia diz por que Bolsonaro aceitou redução de pena e não insistiu em anistia
Malafaia também elogiou a atuação do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada bolsonarista.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O pastor Silas Malafaia afirmou nesta quarta-feira (10/12) que o ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu apoiar o PL da Dosimetria — aprovado na Câmara dos Deputados na madrugada por 291 votos a 148 — porque não há votos suficientes no Senado para avançar, neste momento, com uma proposta de anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia disse ter conversado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo ele, Bolsonaro teria considerado que a aprovação da redução de penas seria a estratégia possível no atual cenário político.
“Ele aceitou a redução de pena agora porque não tem voto para aprovar a anistia no Senado Federal. Grandeza dele. Eu falei com o Flávio, com Michelle, e foi isso que Bolsonaro quis”, afirmou o pastor.
BOLSONARO ACEITOU A REDUÇÃO DE PENA! E A ANISTIA? pic.twitter.com/shk7EX2MUa
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) December 10, 2025
Malafaia também elogiou a atuação do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada bolsonarista. “Gigante, macho, que colocou a cara a tapa”, disse o pastor. Em seguida, defendeu que a diminuição das penas seria apenas o primeiro passo para buscar, no futuro, uma anistia geral aos condenados.
“Tem que ter estratégia, degrau por degrau. Primeiro a redução de pena, mais tarde, no momento certo, anistia geral”, declarou.
Durante o vídeo, Malafaia comparou a discussão atual à Lei da Anistia aprovada no período da ditadura militar. Ele alegou que a legislação de 1979 beneficiou “guerrilheiros, sequestradores e assaltantes”, e criticou a postura do presidente Lula e de parlamentares de esquerda contrários à proposta atual. “Essa gente não tem caráter”, disse.
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O que diz o PL da Dosimetria
Aprovado na Câmara, o projeto modifica as regras de dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos crimes relacionados à trama golpista de 2023. O texto reduz o tempo mínimo para progressão de regime e acaba com a soma de penas em crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Segundo o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), a pena de Bolsonaro — condenado em regime fechado — pode cair para 2 anos e 4 meses, caso o projeto seja aprovado também pelo Senado.
A tramitação na Casa Alta, porém, deve enfrentar resistência. Senadores governistas já indicaram que vão pedir vista na próxima reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), empurrando a análise para 2026.
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