Operação “Nêmeses” prende 11 suspeitos de integrar facção criminosa no Pará; líderes estavam em três estados
Os alvos foram localizados em diferentes regiões do país: Belém, Ponta de Pedras, Uruará e Capanema (PA), São Luís (MA) e Eusébio (CE).
- Foto: Ascom PA
Notícias do Pará – A Polícia Civil do Pará prendeu 11 pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa com atuação no estado, durante a operação “Nêmeses”, deflagrada entre terça (9) e quarta-feira (10). A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), com foco no cumprimento de mandados de prisão preventiva e recaptura.
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Os alvos foram localizados em diferentes regiões do país: Belém, Ponta de Pedras, Uruará e Capanema (PA), São Luís (MA) e Eusébio (CE). Em Santa Izabel do Pará e Itaituba, investigados já estavam presos e tiveram novos mandados cumpridos dentro de unidades prisionais.
Durante as diligências, um dos suspeitos foi autuado em flagrante por uso de documento falso ao tentar se identificar com dados de outra pessoa, segundo a corporação.
Integrantes da cúpula da facção estão entre os presos
Cinco dos detidos são apontados como membros da alta liderança da facção. De acordo com o delegado Augusto Potiguar, titular da DRCO, entre os presos estão:
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dois homens com função de “torre”, um em Vila dos Cabanos e outro em Chaves (também apontado como “idealizador de missões” em Marituba);
um idealizador de missões em Ourém;
um conselheiro das dívidas em Icoaraci;
e uma mulher que seria a responsável pela disciplina final da organização em Cametá.
Ação integrada e apoio nacional
A operação “Nêmeses” integra o projeto Impulse, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Também participaram agentes de inteligência, núcleos de apoio à investigação e as Polícias Civis do Ceará e do Maranhão.
As medidas cautelares foram expedidas pela Vara de Combate ao Crime Organizado, com parecer do Gaeco/MPPA. Todos os presos foram conduzidos a unidades policiais, passaram pelos procedimentos legais e serão ouvidos pela polícia.
A investigação segue para identificar outros envolvidos e ampliar o cerco contra a atuação da facção no estado.
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