Relator da CPI do Crime Organizado critica viagem de Dias Toffoli em jatinho com advogado do caso Master
Toffoli viajou em 28 de novembro para Lima, no Peru, onde assistiu à final da Taça Libertadores da América.
- Foto: Agência Senado
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Notícias do Brasil – Dias Toffoli, CPI do Crime Organizado, Banco Master, Alessandro Vieira, Augusto Arruda Botelho, Daniel Vorcaro,O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), fez duras críticas nesta terça-feira (9) à viagem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada no fim de novembro em um jatinho particular ao lado do advogado Augusto Arruda Botelho, que defende um dos investigados no caso Banco Master.
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Toffoli viajou em 28 de novembro para Lima, no Peru, onde assistiu à final da Taça Libertadores da América. O jatinho utilizado pertence ao empresário Luiz Osvaldo Pastore. Além do ministro, estava a bordo o advogado Arruda Botelho, que representa Luiz Antonio Bull, diretor de compliance do Banco Master e alvo de investigação da Polícia Federal. O retorno ao Brasil ocorreu no dia 30.
Durante a sessão da CPI, Alessandro Vieira afirmou que o episódio reforça a necessidade de um Código de Ética para ministros do STF. Ele classificou a situação como um “escândalo”, destacando que Toffoli viajou para um compromisso particular acompanhado do advogado que atua em processos relacionados ao caso Master e, logo em seguida, despachou favoravelmente a um pedido da defesa.
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A crítica ocorre após uma decisão de Toffoli, na última quarta-feira (3), em que o ministro definiu que o STF deve assumir a competência das investigações envolvendo o Banco Master. A medida atendeu a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono da instituição, que havia deixado a prisão dias antes por determinação da Justiça Federal.
Toffoli justificou que há indícios de que investigados no caso podem ter foro por prerrogativa de função. A defesa de Vorcaro argumentou que um contrato imobiliário apreendido pela PF menciona o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), razão pela qual o processo deveria ser analisado pela Suprema Corte.
O episódio aumentou a pressão política sobre o ministro e tornou-se tema central das discussões da CPI, que avalia possíveis interferências e irregularidades envolvendo o crime organizado e instituições financeiras investigadas.
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