Defesa de Bolsonaro pede exame de urgência na prisão após alerta médico sobre possível hérnia
O objetivo é verificar a possível existência de uma hérnia inguinal bilateral, apontada em um pedido médico considerado urgente.
- Foto: Reprodução / CNN
Notícias do Brasil – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que um médico entre na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, a fim de realizar um exame de ultrassom portátil nas regiões inguinais. O objetivo é verificar a possível existência de uma hérnia inguinal bilateral, apontada em um pedido médico considerado urgente.
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O médico indicado é Bruno Luís Barbosa, que, segundo os advogados, teria condições de realizar o exame diretamente na cela, sem necessidade de deslocamento do ex-presidente. Bolsonaro está preso desde 22 de novembro, cumprindo pena em regime fechado após o trânsito em julgado do processo relacionado à tentativa de golpe.
O novo pedido ocorre após Moraes afirmar que os documentos apresentados anteriormente pela defesa — usados para justificar uma cirurgia imediata — eram antigos, sendo o mais recente com três meses de emissão. O ministro determinou à Polícia Federal que realize uma perícia médica oficial no prazo de 15 dias para avaliar a real necessidade de intervenção cirúrgica.
A defesa argumenta que recebeu um relatório atualizado do médico Claudio Birolini, que recomenda, em caráter emergencial, a realização da ultrassonografia para constatar a possível hérnia bilateral. Na petição, os advogados afirmam que Bolsonaro sofre de “múltiplas comorbidades graves e crônicas”, incluindo sequelas de cirurgias abdominais decorrentes do atentado de 2018 e episódios frequentes de soluços incoercíveis.
Os defensores já haviam pedido a transferência do ex-presidente para o hospital DF Star, onde ele ficaria internado pelo “tempo necessário” para uma recuperação adequada, mas a solicitação foi negada por Moraes.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão na sede da PF por episódios envolvendo a vigília organizada por apoiadores e pela violação da tornozeleira eletrônica. Depois da condenação definitiva no caso da tentativa de golpe, passou a cumprir pena em regime fechado.
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