Isenção de tarifas dos EUA tem impacto mínimo para exportações do Distrito Federal
Entre os 79 itens fabricados no DF e exportados ao mercado norte-americano, apenas um — o chá verde — passou a contar com isenção.
- Foto: reprodução YouTube
Notícias do Mundo – A suspensão parcial das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros teve efeito quase nulo para o Distrito Federal. Entre os 79 itens fabricados no DF e exportados ao mercado norte-americano, apenas um — o chá verde — passou a contar com isenção da taxação adicional, segundo dados da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra).
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A medida foi anunciada pela Casa Branca em 20 de novembro, por meio de ordem executiva que zerou a tarifa extra de 40% aplicada a parte dos produtos agrícolas brasileiros. No entanto, o chá verde representa uma parcela muito pequena das exportações do DF para os Estados Unidos, com volume financeiro de apenas US$ 9.750.
De acordo com a Fibra, a limitação do impacto ocorre porque a pauta exportadora do Distrito Federal é majoritariamente industrial. Produtos como óleos e gorduras, misturas e pastas para panificação, biscoitos e vestuário — principais itens enviados aos EUA — não foram contemplados pela redução tarifária.
Ao avaliar o cenário, o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, afirmou que o governo brasileiro tem conduzido negociações de forma efetiva para tentar reverter as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a expectativa do setor industrial é de melhora no curto prazo.
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“A indústria do DF continua afetada, mas, como temos uma grande diversidade de destinos para nossos produtos, o impacto das tarifas acaba se concentrando em setores específicos. Seguiremos trabalhando junto à Confederação Nacional da Indústria e ao governo federal para buscar a reversão desse cenário”, afirmou Bittar.
Ainda segundo o dirigente, a Fibra tem orientado empresas do Distrito Federal a buscarem novos mercados internacionais como forma de reduzir a dependência das exportações aos Estados Unidos e minimizar os efeitos da instabilidade comercial.
Os dados mais recentes mostram que óleos e gorduras lideram a pauta de exportações do DF para os EUA, com movimentação de US$ 2,9 milhões no último ano. Em seguida aparecem as misturas e pastas para produtos de padaria, com US$ 1,6 milhão, e a indústria de biscoitos, que arrecadou cerca de US$ 909 mil em 2024.
Apesar da exclusão de quase 700 produtos brasileiros da tarifa adicional de 40% — que passaram a ser taxados apenas em 10% —, do Distrito Federal apenas o combustível para aviação entrou nessa lista mais ampla, representando 9,4% das exportações locais para os EUA, com cerca de US$ 739 mil.
As tarifas fazem parte do chamado “tarifaço” assinado pelo então presidente Donald Trump em julho, que elevou para 50% a taxação sobre produtos brasileiros, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa). Nas últimas semanas, após negociações entre os governos brasileiro e norte-americano, parte dessas medidas começou a ser revista, especialmente no setor agrícola.
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