Motociclista de app rebate acusação de agressão contra passageira e apresenta versão em Manaus; confira
Condutor da 99 Pop afirma que nunca teve contato com a mulher, nega violência e diz que foi alvo de exposição indevida nas redes sociais.
- (Foto: Divulgação)
Notícias policiais – O motociclista por aplicativo Ismael Gomes da Silva se apresentou na manhã desta segunda-feira (15) ao 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus, para rebater as acusações feitas por Márcia Souza, musa de escola de samba, que afirma ter sido agredida durante uma corrida. Ao lado de advogados, Ismael negou qualquer violência, disse que nunca teve contato físico com a passageira e assegurou possuir provas que desmontam completamente a versão divulgada por ela.
A foto do motociclista circulou no domingo (14) em perfis de notícias e páginas de fofoca, gerando ataque em massa e ameaças. “Minha imagem foi jogada na internet como se eu fosse um criminoso. Recebi ameaças e mensagens que me deixaram com medo pela minha família”, afirmou ao deixar a delegacia.
Motorista contra versão
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Segundo Ismael, Márcia sequer embarcou na moto. Ele conta que aceitou a corrida para o restaurante Caritó, no conjunto Morada do Sol, na madrugada de domingo. Chegou ao local, iniciou a corrida e aguardou a passageira do lado de fora do estabelecimento.
“Fiquei esperando porque a corrida já estava iniciada e o pagamento havia sido feito online. Para não agir de má-fé, decidi aguardar. Esperei exatamente 5 minutos e 52 segundos, como está registrado no aplicativo. Ela não apareceu. Finalizei a corrida no mesmo local”, explicou.
O motociclista ressaltou que tanto o GPS da moto quanto o registro do aplicativo 99 mostram que ele não saiu da frente do Caritó durante todo o período da corrida.
“Minha rota está toda registrada. Iniciei e finalizei no mesmo ponto. Não houve deslocamento algum. Isso prova que ela não subiu na moto. Não existe como eu tê-la agredido em um trajeto que nunca aconteceu”, reforçou.
Ismael relata que seguiu trabalhando após encerrar a corrida
Depois de finalizar a corrida, ele afirma ter aguardado mais alguns minutos no local, na tentativa de conseguir outra chamada devido ao movimento de pessoas saindo do restaurante. Como não recebeu solicitação, seguiu para outra área da cidade.
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“Recebi outra corrida na Praça do Caranguejo, no Eldorado. Fui buscar outra passageira que pediu destino ao Morro da Liberdade. Tudo registrado no GPS. Tudo comprovado”, afirmou.
Motociclista procurou a polícia antes mesmo de ser intimado
Ao saber da denúncia nas redes sociais, Ismael procurou imediatamente orientação jurídica e foi até a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), onde Márcia registrou o boletim de ocorrência.
“Eu não fui intimado. Vim espontaneamente porque sou inocente e queria explicar tudo logo. Não tenho nada a esconder. Meu medo é só pela minha segurança, porque as ameaças são reais”, declarou.
A defesa do homem afirma que Márcia não foi encontrada pela polícia para detalhar a sua versão dos fatos. “Até então só está aqui o Ismael, que está sendo acusado, está vindo aqui na delegacia e a suposta vítima não veio. Analisando criteriosamente a gente acredita no que as testemunhas estão falando que a Márcia foi agredida dentro do Caritó”, disse uma advogado do motociclista.
Versão de Márcia descreve agressão brutal durante suposta corrida
No boletim registrado na DECCM, Márcia afirma que estava com amigos no Caritó quando solicitou a corrida. Segundo ela, o motociclista teria iniciado o trajeto normalmente, mas no meio do caminho a teria dominado, agredido violentamente no rosto, tomado o celular, exigido a senha e feito ameaças de morte.
A narrativa, porém, não encontra correspondência com os dados apresentados pelo motorista, que sugerem que o deslocamento nunca aconteceu.
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