Menezes questiona preparo de Sargento Salazar e diz que vereador atua mais como influenciador do que parlamentar
Críticas apontam foco em redes sociais e baixa atuação na tribuna da CMM.
- Foto: Eder França/Dicom
Notícias de política – O coronel Alfredo Menezes (Progressistas) questionou o preparo político do vereador Sargento Salazar, para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. Segundo Menezes, a atuação de Salazar estaria mais associada à produção de conteúdo para redes sociais do que ao exercício consistente do mandato parlamentar, com pouca presença na tribuna e foco recorrente em ataques ao prefeito David Almeida (Avante).
Crítica ao estilo e à entrega parlamentar
Na avaliação de Menezes, o desempenho de Salazar na Câmara Municipal de Manaus (CMM) não demonstra densidade política compatível com a Câmara dos Deputados. O coronel questionou se o vereador tem apresentado propostas, críticas construtivas e soluções no espaço institucional do Legislativo ou se prefere um “ambiente controlado” de vídeos, onde define a pauta e o enquadramento do discurso.
PUBLICIDADE
“Porque eu quero ver ele assumir a tribuna lá com conteúdo. Você acabou de falar que passou um ano e você como jornalista acompanhou a CMM e não viu ele subir na tribuna com contundência de conteúdo, fazer uma crítica construtiva e dar solução. Ele só dá solução em um ambiente controlado de vídeo“, declarou.
A crítica central é objetiva: para quem pretende disputar um mandato federal, a régua é outra. Exige-se formulação, capacidade de articulação e domínio das atribuições do cargo — menos clipe curto, mais conteúdo de plenário.
Dúvidas sobre enfrentamento ao Governo Federal
Menezes também colocou em xeque a coerência do discurso oposicionista de Salazar caso ele chegue à Câmara Federal. Para o coronel, atacar a gestão municipal nas redes não é parâmetro para medir a disposição de enfrentar o Governo Federal, tarefa típica de um deputado federal alinhado à direita.
“A população tem que julgar o conteúdo dele. Será que ele tem o preparo, como será o Salazar na Câmara Federal? Ele vai ficar dando porrada e marretada no governo federal? Porque ele não pode dar no daqui ele é deputado federal, a esfera dele é outra. Se ele quiser dar no daqui tem que vir como deputado estadual“, disse.
Leia também: Vereador Salazar é comparado ao narcotraficante Pablo Escobar, que entrou na política para se ‘blindar’
O questionamento é direto: se eleito, Salazar teria postura firme contra o Executivo nacional ou seguiria priorizando embates locais para manter engajamento digital? Menezes lembrou que, no plano institucional, o alvo muda e a cobrança passa a ser por resultados no Congresso, não por viralização.
PUBLICIDADE
Presença na tribuna e histórico recente
Outro ponto destacado é a baixa visibilidade de Salazar na tribuna da CMM ao longo do último ano legislativo. Menezes afirmou que, acompanhando os trabalhos da Câmara, não observou intervenções contundentes, com críticas técnicas e proposições claras. Para ele, isso enfraquece a narrativa de preparo para um salto político maior.
A cobrança não é por barulho, mas por consistência. Em Brasília, a ausência de conteúdo cobra preço alto: projetos não avançam, alianças não se formam e a base eleitoral tende a se frustrar.
Redes sociais x mandato: o risco do vazio
A atuação de Salazar é amplamente conhecida nas redes sociais, sobretudo por críticas à gestão de David Almeida. Menezes, porém, alertou para um risco estratégico: ao migrar para o Congresso, o vereador pode perder o principal combustível do seu engajamento — o foco local. Sem o alvo municipal e com uma pauta nacional mais complexa, a produção de conteúdo pode não se sustentar.
Leia também: Secretário Wandersson Costa rebate Salazar e chama vereador de preguiçoso: “tua preocupação é com a campanha”
Em outras palavras, a transição do influencer para o parlamentar de alcance nacional exige mais do que retórica. Exige entrega.
Julgamento do eleitor e a régua de 2026
Menezes concluiu que cabe ao eleitor avaliar o “conteúdo” de Salazar — não o formato. A crítica não nega o direito de comunicação nas redes, mas cobra equilíbrio entre visibilidade e trabalho legislativo. Para uma candidatura federal, a exigência é clara: ocupar a tribuna, construir propostas e atuar com regularidade.
O recado foi dado sem rodeios: só criação de conteúdo para redes sociais não sustenta mandato.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






