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Notícias de Manaus – Uma árvore centenária que resistiu por anos às mudanças urbanas na região da Ponta Negra, zona oeste de Manaus, deixou de fazer parte do cenário após receber autorização para corte. O exemplar, uma Ceiba pentandra, conhecida como samaúma, espécie que pode atingir até 60 metros de altura, foi removido após avaliação apontar risco iminente de queda em razão de óbito fisiológico.
A árvore chamava atenção por sua imponência e integrava a paisagem da área de praça de alimentação, sendo um dos elementos mais marcantes para visitantes. No entanto, um parecer técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) concluiu que a estrutura estava comprometida e que a supressão seria a alternativa indicada diante do nível de deterioração e da ameaça à segurança.
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Segundo a nota, durante a vistoria foram observados sinais compatíveis com óbito fisiológico, como desprendimento avançado da casca, exposição do lenho, ausência de tecido ativo, copa totalmente sem folhas e necrose generalizada dos ramos. O documento também aponta que os galhos estavam em processo de apodrecimento, com perda de resistência mecânica e ocorrência de queda espontânea, fatores que elevaram o risco de acidentes.
Diante do quadro descrito — considerado irreversível e sem possibilidade de recuperação — a secretaria informou que a remoção foi recomendada para evitar queda de galhos e eventual colapso do exemplar, com foco na proteção de pessoas e do patrimônio no entorno. Ainda conforme o posicionamento oficial, a supressão foi realizada em conformidade com normas ambientais vigentes e mediante autorização específica para corte de árvore isolada, prevista no plano diretor de arborização urbana.
A retirada gerou repercussão por se tratar de uma árvore simbólica e visível, mas o órgão municipal sustenta que a medida foi baseada em critérios técnicos e de segurança.
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