“Eu não quero morrer”: mãe relata medo de Benício antes de ir ao hospital em Manaus
Missa no Centro de Manaus reuniu familiares e amigos.

(Foto: Divulgação)
Notícias de Manaus – A morte do menino Benício Xavier Freitas, de 6 anos, completou um mês nesta terça-feira (23/12), em meio ao luto da família e à cobrança por justiça. A criança morreu após sofrer seis paradas cardíacas, depois da aplicação equivocada de adrenalina por via intravenosa no Hospital Santa Júlia, em Manaus. O caso continua sob investigação e, até o momento, não há registro de prisões relacionadas ao episódio.
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Para marcar os 30 dias da perda, familiares e amigos realizaram, nesta terça-feira, uma missa em homenagem a Benício. A celebração ocorreu na capela do Colégio Santa Doroteia, situada na avenida Joaquim Nabuco, no Centro da capital amazonense, reunindo pessoas próximas à família em um momento de fé e despedida.
Durante o ato, a mãe do menino, Joyce Xavier, fez um relato emocionado sobre as horas que antecederam a ida ao hospital. Segundo ela, Benício demonstrou medo ainda em casa, enquanto ela se preparava para sair. Joyce afirmou que o filho pediu para não ir e chegou a expressar preocupação com a possibilidade de morrer.
“Pediu quando eu estava me arrumando. Ele falou: ‘mãe, eu não quero ir para o hospital, eu não quero morrer’”, contou Joyce. Ela disse que tentou acalmá-lo, acreditando que seria apenas uma passagem rápida pela unidade de saúde.
De acordo com a mãe, a intenção era consultar, pegar uma receita e seguir com o tratamento em casa. Joyce afirmou que chegou a sorrir para tranquilizar o menino e reforçar que tudo ficaria bem. “Eu até sorri e falei: ‘filho, você não vai morrer, a gente só vai pegar uma receita, vamos na farmácia comprar o remédio e você vai se tratar em casa e vai ficar bom’. Mas não foi assim que aconteceu”, completou.
A família segue acompanhando os desdobramentos do caso e reforça o pedido por esclarecimentos e responsabilização. Enquanto isso, a missa foi marcada por homenagens e emoção, lembrando a criança e a dor deixada pela perda.
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