Alexandre de Moraes determina prisão preventiva de Silvinei Vasques após tentativa de fuga
Silvinei Vasques comandou a PRF entre abril de 2021 e dezembro de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Foto: divulgação
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (26/12) a prisão preventiva do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Ele foi detido no aeroporto de Assunção, no Paraguai, no momento em que tentava embarcar para El Salvador, após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça brasileira.
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Condenado a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na trama golpista, Silvinei estava proibido de deixar o país e fazia uso de tornozeleira eletrônica. De acordo com as investigações, ele rompeu o equipamento de monitoramento e deixou o Brasil por via terrestre, o que levou as autoridades brasileiras a emitirem alertas internacionais. Ao chegar ao território paraguaio, foi localizado e preso pela polícia local.
Na decisão que converteu as medidas cautelares em prisão preventiva, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a conduta do réu caracteriza tentativa clara de fuga.
“A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva, conforme pacífica jurisprudência desta Suprema Corte”, escreveu o magistrado.
Silvinei Vasques residia em Santa Catarina, onde cumpria restrições judiciais desde agosto do ano passado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair do Brasil. Ele comandou a PRF entre abril de 2021 e dezembro de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a Justiça, Silvinei foi responsável por ordenar operações da PRF no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, com centenas de abordagens a ônibus, especialmente em estados do Nordeste, o que teria dificultado o deslocamento de eleitores e interferido no processo eleitoral.
Após a prisão, autoridades do Paraguai avaliam a possibilidade de expulsão sumária do ex-diretor da PRF. De acordo com fontes da diplomacia brasileira, há articulação entre o governo paraguaio e a Polícia Federal (PF) para que Silvinei seja entregue às autoridades brasileiras, possivelmente na região da Tríplice Fronteira.
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