Sindipetro-AM pede retomada do refino de petróleo no Estado e a saída do Grupo Atem do comando da Ream: “Petrobras de volta”
Sindicato pede refinaria de volta à Petrobras para reduzir preço dos combustíveis no Amazonas.
- Foto: Reprodução
Notícias do Amazonas – Em meio às festividades de fim de ano, o Sindipetro Amazonas transformou sua mensagem de Natal em um posicionamento político direto sobre energia, soberania e custo de vida no Amazonas. Em nota divulgada à categoria, o sindicato afirmou que o “melhor presente” para o povo amazonense seria o retorno da Petrobras ao refino de combustíveis na região Norte, com a reestatização da Refinaria da Amazônia (Ream), controlada hoje pelo Grupo Atem.
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Atualmente, o petróleo extraído da base de Urucu (oficialmente Unidade de Operações de Exploração e Produção do Amazonas – UO-AM) está sendo enviado para o sudeste do país para refino, enquanto a refinaria local permanece parcialmente inativa, funcionando apenas para formulação e mistura de combustíveis.
A manifestação ocorre em um contexto de insatisfação regional com a política energética adotada nos últimos anos e em meio à greve dos petroleiros que segue ativa no Amazonas, mesmo após a aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) pela maioria dos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Para o Sindipetro-AM, o debate vai além da pauta trabalhista e atinge diretamente a população.
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“Que melhor presente para o povo amazonense do que a Petrobrás de volta ao refino na nossa região? Queremos recuperar a soberania energética do Amazonas com a Ream de volta a Petrobrás”, diz nota.
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Segundo o sindicato, o Amazonas vive hoje uma contradição evidente: embora produza petróleo em seu próprio território, a população paga um dos combustíveis mais caros do país. O petróleo extraído da província de Urucu, no interior do estado, é enviado para refinarias de outras regiões, principalmente São Paulo, enquanto o combustível consumido localmente chega por longas cadeias logísticas, encarecendo o preço final.
O Sindipetro-AM aponta como fator central para esse cenário a paralisação das atividades de refino da Refinaria da Amazônia (Ream), que deixou de operar no ano passado após a privatização da unidade. Desde então, segundo a entidade, o Amazonas perdeu capacidade estratégica de processamento de combustíveis, ficando dependente do abastecimento externo.
Na avaliação do sindicato, a saída da Petrobras do refino regional compromete a soberania energética do estado e expõe a população a oscilações de preços mais severas. “Hoje pagamos a gasolina mais cara do Brasil, enquanto o petróleo extraído do lado de casa está indo embora”, resume a nota, em tom crítico.
Outro ponto destacado é o impacto da privatização da BR Distribuidora, hoje Vibra Energia. Para o Sindipetro-AM, a combinação entre a venda da distribuidora e a retirada da Petrobras do refino no Norte formou um “efeito cascata” que elevou o preço dos combustíveis, penalizando principalmente trabalhadores e famílias de baixa renda.
O sindicato defende que a retomada da Ream pela Petrobras permitiria reduzir custos logísticos, garantir maior estabilidade de preços e fortalecer a presença do Estado em um setor considerado estratégico. A entidade argumenta que energia não deve ser tratada apenas como mercadoria, mas como política pública essencial para o desenvolvimento regional.
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