Moraes suspendeu em 2019 investigação da Receita contra esposa de Toffoli
No mesmo despacho, o ministro também ordenou o afastamento de dois servidores da Receita Federal que atuaram no procedimento.
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Notícias do Brasil – Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em agosto de 2019, voltou ao centro do debate público em meio a novos questionamentos envolvendo a cúpula do Judiciário. À época, Moraes determinou a suspensão de investigações da Receita Federal que reuniam dados fiscais de 133 contribuintes, entre eles a advogada Roberta Rangel, esposa do então presidente do STF, Dias Toffoli, e o ministro Gilmar Mendes.
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No mesmo despacho, o ministro também ordenou o afastamento de dois servidores da Receita Federal que atuaram no procedimento, sob o argumento de que teriam ocorrido ilegalidades e violação de sigilo na condução das apurações. A medida foi tomada no contexto de um inquérito relatado por Moraes para investigar ofensas ao Supremo, mas que acabou incorporando a apuração sobre vazamentos de dados fiscais envolvendo ministros da Corte.
Um mês antes da abertura do inquérito, havia sido divulgado um relatório da Receita Federal com suspeitas relacionadas à movimentação financeira de Gilmar Mendes, o que aumentou a repercussão do caso naquele período.
Críticas e repercussão
Na ocasião, a decisão foi apresentada como uma resposta institucional para proteger garantias legais e o sigilo de dados. No entanto, críticos do STF passaram a apontar o episódio como um exemplo de que, quando investigações se aproximam da cúpula do Judiciário, a reação tende a ser a interrupção das apurações, e não o aprofundamento ou a ampliação da transparência.
Paralelo com o caso Banco Master
Cinco anos depois, o Supremo enfrenta novo desgaste. Reportagens recentes indicaram que a esposa do ministro Alexandre de Moraes teria sido beneficiada por um contrato milionário ligado ao Banco Master, em meio a disputas e questionamentos sobre a situação da instituição financeira. O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de que Moraes teria se reunido com dirigentes do Banco Central, o que o ministro nega, afirmando que o encontro tratou de outros assuntos.
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Nesse novo cenário, Dias Toffoli voltou a ocupar posição central. Relator de peças relacionadas ao caso no STF, o ministro manteve partes do processo sob sigilo e adotou decisões processuais que, segundo críticos, reduzem a transparência e reforçam a percepção de blindagem interna no tribunal.
O desgaste extrapolou o Judiciário e alcançou o Congresso Nacional, onde parlamentares articulam possíveis medidas de responsabilização e prometem reação política, mesmo durante o período de recesso.
Para opositores do Supremo, o paralelo entre os episódios de 2019 e 2025 evidencia um padrão: naquela ocasião, Moraes suspendeu uma apuração que atingia diretamente a esposa de Toffoli e um colega de Corte; agora, com Moraes sob suspeita, Toffoli conduz procedimentos em sigilo, em meio a uma crise de confiança que ameaça se aprofundar na mais alta instância do Judiciário brasileiro.
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