“Vamos administrar a Venezuela até a transição de governo”, diz Trump após captura de Maduro
Presidente dos EUA diz que país será “administrado” até transição e confirma que Maduro foi levado a Nova York após ofensiva militar.
- Foto: reprodução
Notícias do Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que Washington vai administrar de forma interina a Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma ofensiva militar de grande escala em Caracas. No mesmo pronunciamento, Trump anunciou a entrada imediata de petroleiras norte-americanas no país sul-americano, marcando uma mudança radical no controle político e econômico venezuelano.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos. Temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump, ao detalhar a operação que encerrou, segundo ele, o regime chavista. A fala confirma, na prática, uma tutela temporária dos EUA sobre o país — algo sem precedentes recentes na América Latina.
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Após meses de especulações, movimentações navais e operações de inteligência próximas à costa venezuelana, os Estados Unidos lançaram neste sábado ataques coordenados a pontos estratégicos da capital. Segundo Trump, Maduro e Cilia Flores foram capturados e levados para Nova York em um navio de guerra da Marinha norte-americana, que estava posicionado no Caribe desde o fim de 2025. Até então, o paradeiro do líder venezuelano era oficialmente desconhecido.
O presidente americano descreveu a ação como uma operação militar histórica. “Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação extraordinária na capital da Venezuela, empregando poderio militar esmagador — aéreo, terrestre e marítimo — para lançar um ataque espetacular, como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou. A declaração reforça o caráter excepcional da ofensiva e indica que Washington não pretende minimizar a dimensão do ataque.
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Além do aspecto militar, Trump deixou claro que a reconstrução econômica da Venezuela passará diretamente pelas mãos de empresas americanas. Segundo ele, grandes petroleiras dos EUA iniciarão operações no país nos próximos meses, com investimentos bilionários para recuperar a infraestrutura petrolífera, hoje em estado crítico.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, disse. Trump foi além ao afirmar que a indústria petrolífera venezuelana foi originalmente construída com tecnologia e expertise americanas e teria sido “roubada” pelo regime socialista.
“Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a tomou de nós. Uma enorme infraestrutura foi apropriada como se fôssemos crianças”, declarou, em tom de confronto ideológico. A fala sinaliza que a exploração do petróleo será pilar central da nova fase do país, sob influência direta de Washington.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas viu sua produção despencar nos últimos anos devido a sanções internacionais, falta de investimentos e colapso operacional da estatal PDVSA. Para o governo americano, a entrada de empresas privadas dos EUA é apresentada como solução para reativar a economia e financiar a reconstrução nacional. Para críticos, no entanto, o movimento levanta questionamentos sobre soberania e interesses estratégicos.
No campo político, Trump afirmou que a administração interina terá como objetivo preparar o terreno para uma transição reconhecida internacionalmente. Ainda não foram divulgados detalhes sobre quem fará parte desse governo provisório nem como será o cronograma de saída dos EUA. Líderes da oposição venezuelana defendem que Edmundo González Urrutia, reconhecido por parte da comunidade internacional como vencedor das eleições de 2024, assuma o poder o quanto antes.
Enquanto isso, o governo venezuelano remanescente decretou estado de emergência, e aliados regionais condenaram a intervenção. A reação internacional segue dividida, com países exigindo esclarecimentos formais sobre o status jurídico da operação e o destino de Maduro, agora sob custódia americana.
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