‘O povo venezuelano está feliz’, diz imigrante ao AM POST após queda de Maduro; vídeo
Hansel Márquez ajudam a contextualizar um dia de tensão e expectativas no país vizinho.
- Hansel Márquez – Foto: Gabriel Vieira / AM POST
Notícias de Manaus – A notícia sobre a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro ganhou as manchetes em todo o mundo. Segundo relato do venezuelano Hansel Márquez ao AM POST, comunidades venezuelanas dentro e fora do país têm festejado a queda do presidente, enxergando o episódio como um possível marco de mudança após anos de instabilidade política e social.
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“Com certeza vai melhorar a vida da Venezuela, porque isso foi um golpe à ditadura, um golpe ao comunismo que era necessário”, declarou Hansel. Segundo ele, muitos venezuelanos desejam há anos uma transição que leve a um ambiente democrático e de maior liberdade.
Hansel ressaltou que, em sua avaliação, a ação não teria como alvo o povo venezuelano. “O objetivo não é o povo, o objetivo era a ditadura, o ditador Nicolás Maduro”, afirmou, ao mesmo tempo em que disse apoiar movimentos que defendam a democracia não apenas na Venezuela, mas em qualquer país.
Sobre o futuro imediato, ele pondera que ainda é cedo para decisões definitivas. “O certo é esperar qual vai ser o comunicado, qual vai ser a ordem, para ver como vai evolucionar a situação política na Venezuela”, disse, lembrando que mudanças profundas costumam exigir tempo e organização.
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O venezuelano também comentou as manifestações de apoio registradas em outros países. “O povo venezuelano, não somente na Venezuela, está muito feliz. Teve manifestações no Chile, na Colômbia, nos Estados Unidos”, relatou, defendendo que todos os atos sejam pacíficos e democráticos.
Apesar do tom de esperança, Hansel destacou que os desafios vão além da troca de governo. “O problema maior sempre foi a crise social. Mudar um presidente é possível, mas mudar o pensamento de milhões de pessoas é uma tarefa muito difícil”, avaliou.
No Brasil, o presidente Lula se pronunciou defendendo a busca por soluções diplomáticas, o respeito à soberania dos países e a preservação da estabilidade na América do Sul, reforçando o diálogo em crises internacionais.
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