Maduro responderá à Justiça dos EUA por terrorismo e tráfico, diz procuradora-geral americana
Até o momento, não foram apresentadas provas públicas que sustentem as acusações mencionadas.
- Foto: redes sociais
Notícias do Mundo – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, responderá à Justiça dos Estados Unidos por acusações de narcotráfico e terrorismo, segundo afirmou neste sábado (3/1) a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, após a ofensiva militar dos EUA contra o país latino-americano.
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De acordo com Bondi, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, serão julgados por tribunais americanos. A procuradora não detalhou quando o processo terá início, mas declarou que o julgamento deve ocorrer “em breve”. Até o momento, não foram apresentadas provas públicas que sustentem as acusações mencionadas.
Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também acusou Maduro de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Segundo Rubio, o presidente venezuelano seria o líder do chamado Cartel de los Soles, classificado pelo governo americano como uma organização narco-terrorista que teria se apropriado do Estado venezuelano. Assim como Bondi, Rubio não apresentou evidências para sustentar as alegações.
Denúncia antiga em Nova York
Pam Bondi afirmou que o Tribunal do Distrito Sul de Nova York é responsável pela denúncia contra Maduro, apresentada originalmente em 2020. Conforme a procuradora, o presidente venezuelano é acusado de conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína, posse de metralhadoras e explosivos, além de conspiração para o uso desses armamentos contra os Estados Unidos.
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O presidente norte-americano Donald Trump declarou, em entrevista à Fox News, que Maduro e Cilia Flores estão a bordo de um navio militar, a caminho de Nova York, onde deverão ser formalmente indiciados pelas autoridades judiciais americanas.
Ataques e tensão regional
A confirmação das acusações ocorre após ataques militares dos EUA em território venezuelano. As primeiras explosões foram registradas por volta das 3h da madrugada (horário de Brasília), em Caracas, com relatos também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, segundo informações do governo venezuelano.
Em comunicado oficial, o governo da Venezuela afirmou que as explosões atingiram áreas civis e militares. Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas ou a extensão dos danos causados pelos bombardeios.
Analistas internacionais alertam para o risco de escalada militar na região, com possíveis impactos diretos na economia sul-americana, especialmente no preço do petróleo, além de reflexos diplomáticos em países vizinhos, como o Brasil, que mantém relações comerciais e uma extensa fronteira com a Venezuela.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, classificou a ação dos Estados Unidos como uma “gravíssima agressão militar” e afirmou que os planos de defesa nacional permanecem ativos, elevando ainda mais o clima de tensão no continente.
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