Omar Aziz e Eduardo Braga são detonados nas redes sociais por não terem assinado a CPMI do Banco Master
Amazonenses cobram postura dos senadores, que ainda não assinaram pedido de investigação; pressão cresce em ano eleitoral.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Notícias de política – A ausência de assinaturas dos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) no requerimento que pede a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master virou combustível para uma onda de críticas nas redes sociais. Até o momento, dos três representantes do Amazonas no Senado, apenas Plínio Valério endossou formalmente a iniciativa, o que intensificou a cobrança popular por transparência e posicionamento.
A CPMI foi proposta pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e busca apurar denúncias envolvendo o Banco Master, que já estão sob investigação da Polícia Federal. Segundo atualização divulgada pelo autor do requerimento, o pedido chegou a 196 das 198 assinaturas necessárias para ser protocolado no Congresso Nacional — faltando, portanto, apenas dois apoios para avançar.
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Pressão digital e cobrança pública
A omissão de Omar Aziz e Eduardo Braga não passou despercebida. Em postagem do Portal AM POST no Instagram, o tema gerou mais de 2,4 mil comentários, majoritariamente críticos. O tom foi de cobrança direta, com usuários questionando por que os senadores evitam assinar um pedido de investigação que, segundo os defensores da CPMI, é de interesse público.
“Já passou da hora do Amazonas aposentar esses dois da política”, escreveu uma seguidora. Outro comentário foi ainda mais incisivo: “Os candidatos do Lula fugindo da transparência porque?”. As mensagens se repetem com variações, mas convergem para a mesma crítica: a percepção de que a ausência de assinatura representa resistência à fiscalização.
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O que está em jogo na CPMI do Banco Master
A proposta de CPMI ganhou tração após reportagens indicarem possíveis conexões sensíveis envolvendo o Banco Master. Uma apuração do jornal O Globo revelou que Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, manteve contrato com a instituição financeira no valor de R$ 3,6 milhões mensais por três anos. A mesma reportagem apontou encontros do magistrado com o presidente do Banco Central supostamente para tratar de temas relacionados ao banco.
Essas informações ampliaram a pressão por uma investigação parlamentar, ainda que as apurações estejam em curso e não haja conclusões definitivas. Para críticos, a CPMI serviria para esclarecer fatos e reforçar a transparência institucional. Para defensores da cautela, o tema exige responsabilidade e respeito ao devido processo legal. O problema, segundo os internautas, é o silêncio.
Ano eleitoral vai cobrar o preço
O momento não poderia ser mais sensível. Omar Aziz é pré-candidato ao governo do Amazonas em 2026, enquanto Eduardo Braga deve buscar a reeleição ao Senado. A leitura política é direta: qualquer gesto — ou ausência dele — tende a ser amplificado e cobrado nas urnas.
Nas redes, a leitura dominante é de isolamento político e distanciamento do sentimento popular. No TikTok, vídeos críticos viralizaram. Em um deles, um morador do Amazonas questiona a repetição de mandatos e cobra mudança: “Tenho vergonha dos políticos do Amazonas. Principalmente desses dois. Não sei quando o estado vai sair dessa escravidão política”. O vídeo reforça a narrativa de desgaste e fadiga do eleitorado com figuras tradicionais.
Silêncio que fala alto
Até o momento, nem Omar Aziz nem Eduardo Braga anunciaram mudança de posição ou apresentaram justificativa pública detalhada para a não adesão ao requerimento. Em política, silêncio raramente é neutro. No caso da CPMI do Banco Master, a omissão virou narrativa — e narrativa, em ano pré-eleitoral, pesa.
Se a CPMI será instalada nos próximos dias, resta saber se os senadores do Amazonas decidirão entrar no jogo ou continuarão assistindo da arquibancada. Para muitos eleitores, a paciência acabou. E a internet, como sempre, não perdoa.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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