Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital e exige laudo médico após ele sofrer traumatismo craniano na prisão
A solicitação foi feita após Bolsonaro sofrer uma queda dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal (PF).
- Foto: Agência Brasil
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na tarde desta terça-feira (6) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma nova remoção imediata ao Hospital DF Star, em Brasília. A solicitação foi feita após Bolsonaro sofrer uma queda dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde cumpre pena, e bater a cabeça.
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De acordo com a Polícia Federal, Bolsonaro recebeu atendimento médico logo após o incidente, ocorrido durante a madrugada. Segundo a corporação, o médico de plantão constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar naquele momento, recomendando apenas observação clínica.
Diante disso, a defesa do ex-presidente acionou o STF, alegando risco à saúde em razão do histórico clínico recente. No pedido, os advogados afirmaram que a queda teve impacto craniano e levantaram suspeita de traumatismo, o que, segundo eles, justificaria a realização imediata de exames hospitalares. Apesar do argumento, o ministro Alexandre de Moraes decidiu negar a remoção naquele momento.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou nas redes sociais após visitar o marido na prisão. Ela relatou que Bolsonaro teria sofrido uma crise enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel da cela, recebendo atendimento apenas horas depois, quando foi chamado para a visita. “Meu amor não está bem”, escreveu.
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Posteriormente, o médico particular do ex-presidente, Cláudio Birolini, avaliou o quadro e confirmou o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico leve, indicando a necessidade de exames de imagem. A expectativa da defesa é que Bolsonaro seja submetido a novos exames hospitalares assim que houver autorização judicial.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, após condenação pela Primeira Turma do STF por liderar uma organização criminosa acusada de tentar impedir a posse e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-presidente já estava detido por descumprimento de medidas cautelares quando a condenação transitou em julgado, em novembro do ano passado.
No fim de 2025, Bolsonaro chegou a ser internado no Hospital DF Star para procedimentos cirúrgicos relacionados a hérnias e para tratamento de soluços persistentes, retornando em seguida ao sistema prisional.
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