Petrobras paralisa perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido
Segundo a estatal, o vazamento foi detectado no último domingo (4) e imediatamente contido e isolado.
- Foto: reprodução
Notícias do Amazonas – A Petrobras informou nesta terça-feira (6) que interrompeu temporariamente a perfuração do poço Morpho, na região da Foz do Amazonas, após identificar a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam o navio-sonda ao poço. A área da operação está localizada a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas profundas da Margem Equatorial brasileira.
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Segundo a estatal, o vazamento foi detectado no último domingo (4) e imediatamente contido e isolado. Como medida de segurança, as operações foram suspensas para que as tubulações afetadas sejam trazidas à superfície, avaliadas e reparadas. A Petrobras afirmou que não houve problemas com a sonda nem com o poço, que permanecem em condições seguras.
O material liberado foi o fluido de perfuração, conhecido como “lama”, utilizado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. De acordo com a companhia, trata-se de um fluido à base de água, com aditivos de baixa toxicidade e caráter biodegradável, dentro dos limites permitidos pela legislação ambiental.
Em nota, a Petrobras destacou que adotou todas as medidas de controle previstas e notificou os órgãos competentes. “O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas”, informou a estatal.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou que foi comunicado do incidente por meio do Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema). O presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, explicou que houve um problema de despressurização, que provocou o vazamento de um líquido classificado como fluido hidráulico biodegradável. Ele ressaltou que não houve vazamento de petróleo e que a sonda ainda não alcançou a camada petrolífera, o que só deve ocorrer a partir de fevereiro.
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“O plano de emergência está funcionando conforme o previsto. Nos próximos dias, a Petrobras fará os reparos e retomará os trabalhos”, afirmou Agostinho.
A perfuração na Foz do Amazonas foi autorizada pelo Ibama em outubro de 2025, exclusivamente para fins de pesquisa exploratória. A atividade integra os estudos da Petrobras na Margem Equatorial, considerada uma das novas fronteiras para a exploração de petróleo e gás no país. Apesar de não envolver produção nesta fase, a iniciativa é alvo de críticas de ambientalistas, enquanto especialistas do setor energético destacam o potencial estratégico da região para o futuro da produção nacional.
A Petrobras informou que a perfuração deve durar cerca de cinco meses e tem como objetivo a coleta de dados geológicos para verificar a existência de petróleo e gás em escala comercial. Os impactos e resultados da operação só poderão ser avaliados após a conclusão dessa etapa exploratória.
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