Justiça argentina pede extradição de Nicolás Maduro para julgamento por crimes de lesa-humanidade
O requerimento foi apresentado pelo promotor público argentino Carlos Stornelli, que solicitou a abertura imediata da extradição ativa.
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Notícias do Mundo – A Justiça da Argentina formalizou um pedido de extradição de Nicolás Maduro Moros, atualmente detido em Nova York, para que ele seja julgado em Buenos Aires por crimes de lesa-humanidade e graves violações de direitos humanos cometidas durante seu governo na Venezuela.
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O requerimento foi apresentado pelo promotor público argentino Carlos Stornelli, que solicitou a abertura imediata do procedimento de extradição ativa. Segundo o Ministério Público, a medida é considerada urgente devido à situação de custódia internacional de Maduro nos Estados Unidos.
A Justiça argentina já havia determinado, em setembro de 2024, a prisão imediata do líder venezuelano, com emissão de mandado de captura internacional, no âmbito de um processo iniciado em 2023. A ação se baseia no princípio da jurisdição universal, que permite o julgamento de crimes contra a humanidade independentemente do local onde tenham ocorrido.
O processo teve origem em uma denúncia apresentada pelo Foro Argentina para a Defesa da Democracia, fundamentada em relatórios de organismos internacionais e em depoimentos de refugiados venezuelanos residentes na Argentina. As vítimas relataram casos de perseguição política, sequestros e torturas, incluindo práticas ocorridas no Helicoide, conhecido centro de detenção da Venezuela.
Decisões judiciais apontaram que os testemunhos revelam um padrão sistemático de repressão estatal, com violações reiteradas aos direitos fundamentais da população civil e desrespeito às normas democráticas. Além de Maduro, o processo também envolve outros integrantes do alto escalão do regime, entre eles Diosdado Cabello, atual ministro venezuelano.
Nos Estados Unidos, Nicolás Maduro responde desde 2020 a acusações por conspiração para o narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína, posse de armas de guerra e associação criminosa. A eventual extradição para a Argentina pode ampliar ainda mais o alcance internacional dos processos judiciais contra o ex-líder venezuelano.
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