Convocação de Lulinha na CPI do INSS será prioridade da oposição em 2026
PL se movimenta para aprovar requerimento e testar limite da base aliada na CPMI.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será convocado pela para depor na CPMI do INSS, assim que o Congresso retomar os trabalhos, em fevereiro, a legenda promete subir o tom e pressionar o colegiado para aprovar o pedido engavetado no fim do ano passado.
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A ofensiva nasce de um episódio recente que sacudiu o Palácio do Planalto. O filho mais velho do presidente Lula apareceu três vezes na decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou uma nova etapa da operação Sem Desconto, investigação da Polícia Federal que apura desvios bilionários de aposentadorias e benefícios. A partir daí, a oposição farejou sangue e agora prepara o bote.
Governo blindou, oposição quer desblindar
Não é a primeira tentativa. Em 4 de dezembro, o governo conseguiu o que queria: derrubou a convocação de Lulinha e manteve o cerco político longe do filho do presidente. Mas a vitória foi por margem apertada, com votos que o PL acredita poder virar na volta do recesso.
O plano agora é outro: garimpar apoios no Centrão, grupo famoso por seguir o vento do dia. Deputados e senadores que ajudaram o Planalto em dezembro estão na lista dos “convertíveis”, segundo líderes da oposição. Sem eles, não adianta gritar no plenário; com eles, a tropa bolsonarista aposta que o resultado muda.
Estratégia já funcionou antes
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, joga com memória fresca. Ainda no início da CPMI, a oposição conseguiu impor graves derrotas ao governo e emplacou a presidência e a relatoria, respectivamente com Carlos Viana (Podemos-MG) e Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Em Brasília, quem manda no gongo tocou mais alto naquele dia.
Agora, o plano é repetir o movimento: embalar o debate público, pressionar parlamentares mais pragmáticos e levar a convocação ao microfone, nem que seja na marra.
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Três requerimentos na gaveta — e contando
Lulinha pode se preparar para ouvir seu nome muito mais vezes. Três pedidos formais para convocá-lo já estão protocolados, incluindo um apresentado pelo próprio relator — aliado fiel do ex-presidente Bolsonaro.
Se os ventos mudarem, não haverá blindagem que segure.
E o depoimento mais esperado do ano deixa de ser especulação para virar data na agenda.
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