Venezuela inicia libertação de presos políticos em gesto de “paz” após captura de Maduro
A informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
- Foto: reprodução
Notícias do Mundo – Nesta quinta-feira (8), autoridades venezuelanas iniciaram a libertação de um número significativo de prisioneiros políticos, incluindo cidadãos locais e estrangeiros, em uma medida proclamada como um gesto unilateral de paz e reconciliação nacional. A informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, que afirmou que as solturas já estão em curso e representam uma mudança importante na política interna do país.
Rodríguez não detalhou quantas pessoas serão libertadas nem indicou uma lista nominal dos nomes, limitando-se a dizer que a ação busca consolidar um ambiente mais pacífico no país. O anúncio ocorre em um contexto de forte instabilidade política na Venezuela, marcada pela recente captura do ditador Nicolás Maduro por forças norte-americanas, que desencadeou uma série de eventos políticos e diplomáticos nos últimos dias.
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| #ÚltimoMinuto | Venezuela libera "número importante" de presos políticos, incluidos extranjeros, anunció este jueves, Jorge Rodríguez, jefe del Parlamento, sin dar mayores detalles.
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— LA PRENSA Nicaragua (@laprensa) January 8, 2026
Libertação inclui estrangeiros e resposta a críticas
De acordo com o chefe do Parlamento, a medida contempla não apenas venezuelanos, mas também estrangeiros detidos por motivos políticos, um ponto que tem provocado atenção internacional e expectativa por parte de governos estrangeiros que têm cidadãos ainda detidos no país.
Ainda que o anúncio seja amplamente interpretado como um gesto de paz, a Assembleia Nacional insistiu que a decisão foi unilateral e não negociada com terceiros, em menção ao governo dos Estados Unidos, que tem exercido pressão sobre Caracas desde a operação que resultou na captura de Maduro.
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Agradecimento a Lula
Durante o discurso, Jorge Rodríguez agradeceu ao ex-presidente da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero, ao presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e ao governo do Catar pelo apoio e envolvimento nos diálogos com a Venezuela nos últimos anos. A menção aos líderes internacionais ocorre em meio aos esforços diplomáticos voltados tanto para a estabilidade quanto para a questão humanitária no país.
Organizações de direitos humanos monitoram a situação com cautela, recordando que a Venezuela tem sido criticada por denúncias de detenção política por anos e que a libertação deve ser verificada individualmente para garantir que seja real e não apenas simbólica.
Contexto político turbulento após captura de Maduro
O anúncio das libertações se soma a outras mudanças significativas no panorama venezuelano desde o último fim de semana. A captura do antigo ditador Maduro pelos Estados Unidos marcou uma ruptura na política interna e externa do país, desencadeando debates sobre soberania, direitos humanos e os rumos do regime no pós-Maduro.
Em Caracas, a ação de soltar detidos é vista por opositores e analistas como um sinal de abertura política, mas a falta de dados específicos sobre quem exatamente será libertado mantém dúvidas sobre o real alcance da medida. Ainda assim, governos estrangeiros que possuem cidadãos presos reagiram com expectativa às notícias e esperam que a ação prossiga de maneira transparente e permanente.
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