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BC barra acesso a informação de comunicação com Moraes sobre o banco Master

BC põe sigilo até em datas de reuniões e alimenta suspeitas em torno de possível pressão do ministro do STF no caso Master.

Por Natan AMPOST

08/01/2026 às 17:41

Notícias do Brasil – O Banco Central (BC) decidiu manter em sigilo todas as comunicações entre suas autoridades e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas ao processo de liquidação do Banco Master. O posicionamento foi divulgado após resposta negativa a um pedido formal feito pela colunista do Metrópoles Andreza Matais com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), que solicitava datas, mensagens, registros de reuniões e demais detalhes de comunicação no caso.

Em sua resposta, a autoridade monetária argumentou que vários dos dados solicitados estariam amparados por sigilo bancário, sigilo empresarial e proteção de informações pessoais, o que justifica sua não divulgação.

Argumento oficial do BC sobre sigilo

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Na resposta à solicitação da LAI, o Banco Central explicou que, em casos que envolvem análise de operações financeiras e de controle societário de instituições, são manipulados dados que incluem: Operações financeiras protegidas por sigilo bancário; Informações pessoais vinculadas ao direito à intimidade e à privacidade; Dados patrimoniais, contábeis e estratégicos das instituições supervisionadas.

Por esse motivo, o BC tarjou todo o material, sem liberar sequer informações básicas sobre as conversas e encontros entre seus dirigentes e o ministro Alexandre de Moraes.

Leia também: Escândalo do Banco Master expõe rachadura institucional e coloca STF e TCU no centro da crise, avalia William Waack

A prática entre órgãos públicos normalmente é a de proteger apenas trechos sensíveis ou pessoais, liberando o restante do conteúdo. No entanto, no caso do Banco Master, o BC optou pela confidencialidade durante todo o processo.

Contexto político e judicial do Banco Master

O episódio ocorre em meio a uma série de controvérsias envolvendo a liquidação do Banco Master — instituição que passou por dificuldades financeiras e acabou sob intervenção. Recentemente, o ministro do Supremo Dias Toffoli também decretou sigilo em partes do processo no STF, o que intensificou críticas de especialistas e setores políticos que clamam por transparência em decisões que envolvem bancos, fundos e dinheiro público.

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O caso ganhou ainda mais visibilidade porque, segundo reportagens da imprensa, Alexandre de Moraes teria mantido ao menos seis conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o assunto. As conversas teriam ocorrido em um momento delicado da intervenção no Master.

Tanto Moraes quanto Galípolo negam que tenha havido qualquer tentativa de interferência indevida.

Antecedentes e pontos de tensão

Outra polêmica anexada ao caso é que o Banco Master teria contratado por R$ 129 milhões o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes — esposa de Alexandre de Moraes. Esse contrato alimentou ainda mais o debate sobre a necessidade de escrutínio público sobre relações entre decisões judiciais, instituições financeiras e possíveis conflitos de interesse.

À época, Gabriel Galípolo afirmou que todas as tratativas dele relacionadas ao Banco Master estavam devidamente registradas pelo Banco Central, sugerindo que não haveria nada a esconder.
Apesar disso, a recusa do BC em liberar qualquer documento — mesmo sem conteúdo sensível — reforça o debate sobre a linha entre confidencialidade legítima e transparência para a sociedade.

Repercussão e desafios à transparência pública

Críticos da decisão de sigilar as comunicações entre o BC e o ministro Alexandre de Moraes argumentam que, em casos que envolvem instituições financeiras que impactam diretamente a economia e os cofres públicos, a sociedade tem o direito de saber como são tomadas as decisões e quais foram as bases de discussão entre autoridades.

A decisão do Banco Central agora provoca um novo capítulo de debates entre transparência, segurança financeira e autonomia das instituições públicas.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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