Após polêmica com fotos de mulheres e crianças, IA Grok limita edição de imagens para assinantes
Mudança ocorre após denúncias de imagens sexualizadas e investigações de reguladores internacionais

Foto: Reprodução
Notícias do Mundo –A inteligência artificial Grok, integrada à plataforma X, passou a restringir a edição e a geração de imagens apenas a usuários assinantes do serviço. A mudança foi percebida nos últimos dias, quando internautas passaram a receber a mensagem de que esses recursos estão disponíveis somente para contas pagantes. A decisão ocorre após uma série de polêmicas envolvendo o uso da ferramenta para manipular imagens de mulheres e crianças reais, inserindo-as em contextos de nudez ou sexualização.
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Ao solicitar alterações em imagens já publicadas por outros usuários, o Grok informa que a funcionalidade está limitada a assinantes e direciona o usuário para a página de assinatura da plataforma. No dia 2 de janeiro, o próprio Grok reconheceu que “falhas nos mecanismos de proteção” permitiram a geração de imagens sexualizadas de menores, que acabaram sendo publicadas no X.
O caso chamou a atenção de autoridades internacionais. Reguladores do Reino Unido, França, Índia e Malásia manifestaram a intenção de investigar a empresa, que pertence ao bilionário Elon Musk, segundo a agência France Presse. Já a Comissão Europeia determinou que o X preserve documentos internos e dados relacionados ao chatbot de IA até o fim de 2026.
No Brasil, casos semelhantes também repercutiram. A artista e jornalista Julia Yukari denunciou à polícia que teve imagens adulteradas com o uso de inteligência artificial. Segundo o advogado Ronaldo Lemos, diretor do Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio), embora ainda não exista uma legislação específica sobre deepfakes, a prática pode ser enquadrada nos crimes contra a honra previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal.
Especialistas orientam que vítimas preservem provas, denunciem o conteúdo na plataforma — conforme prevê o Marco Civil da Internet — e registrem boletim de ocorrência em delegacias especializadas em crimes cibernéticos.
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