Filme de Wagner Moura recebeu R$ 7,5 milhões de recursos públicos no governo Lula
Perfis de direita criticaram verbas públicas destinadas ao filme.
- Foto; Divulgação
Resumo
O filme “O Agente Secreto”, estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, estreia nos cinemas brasileiros em 6 de novembro. A produção recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual da Ancine.
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Notícias do Brasil – A vitória de “O Agente Secreto” no Globo de Ouro, neste domingo (11), recolocou o cinema brasileiro no radar internacional e, simultaneamente, reacendeu uma discussão: o uso de verbas públicas no audiovisual. O longa, protagonizado por Wagner Moura, vencedor na categoria de Melhor Ator em Produção em Língua Não-Inglesa, contou com R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), repassados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine).
O financiamento foi autorizado pela chamada pública Produção Cinema via Distribuidora 2023, aprovada em fevereiro de 2024. Apesar de parte da opinião pública relacionar o incentivo à Lei Rouanet, a legislação não prevê repasses para longas-metragens de ficção, restringindo-se a curtas e médias.
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Orçamento total supera R$ 27 milhões
Dados da produção revelam que o orçamento do filme dirigido por Kleber Mendonça Filho alcançou R$ 27.165.775. Desse total, além dos recursos federais, governos da França, Alemanha e Holanda aportaram aproximadamente R$ 14 milhões, enquanto empresas e investidores privados brasileiros contribuíram com cerca de R$ 5,5 milhões.
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O projeto poderia ter acessado ainda R$ 4 milhões destinados à distribuição nacional, mas a equipe optou por não utilizar o montante adicional previsto no edital do FSA.
Repercussão política e críticas ao financiamento público
A premiação, marcada pelo reconhecimento internacional, rapidamente se converteu em pauta política no Brasil. Nas redes sociais, perfis associados a grupos conservadores criticaram o uso de incentivos governamentais em uma obra cujo protagonista é identificado publicamente com posicionamentos à esquerda.
As reações se intensificaram após o discurso de Wagner Moura no palco, no qual o ator criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Publicações questionaram a neutralidade do financiamento federal em obras que adotam discursos políticos e alegaram recorrência de repasses a artistas alinhados ao governo.
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