Mário Frias rebate Wagner Moura após críticas a Bolsonaro no Globo de Ouro e chama ator de “frango travestido de virtude”
Parlamentar do PL acusa o artista de fazer uso político da própria carreira, apoiar regimes autoritários e ignorar prisões ligadas a Bolsonaro.
- Foto; Reprodução
Resumo
Mario Frias critica Wagner Moura após Globo de Ouro, chama ator de “frango travestido de virtude” e acusa hipocrisia política e autopromoção no exterior.
Frias reage e eleva o tom contra Wagner Moura
Notícias do Brasil – A repercussão do prêmio de Wagner Moura no Globo de Ouro 2026, conquistado neste domingo (11), segue produzindo ruído político no Brasil. A premiação internacional, marcada pelo discurso em que o ator chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “fascista”, motivou reação imediata do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, que publicou críticas contundentes em suas redes sociais nesta segunda-feira (12).
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Na manifestação feita no X (antigo Twitter), Frias afirmou que Moura “não passa de um frango travestido de virtude”, acusando o ator de utilizar o reconhecimento internacional como plataforma para atacar adversários políticos e promover a própria imagem.
Acusações de hipocrisia e autopromoção
O deputado, um dos principais nomes da ala cultural bolsonarista, acusou o ator de adotar uma postura incoerente ao criticar governos e lideranças de direita enquanto, segundo a publicação, “apoiaria ditaduras e se beneficiaria de regimes autoritários” quando lhe interessa.
Esse sujeito posa de defensor da democracia enquanto apoia ditaduras como as de Maduro, Chávez e Lula, além de políticos que flertam abertamente com autoritarismo. Discursa contra o fascismo, mas se cala diante do fato de que é sustentado por um Estado corrupto e violento, que… pic.twitter.com/35hEv2s2OI
— MarioFrias (@mfriasoficial) January 12, 2026
Frias escreveu que Moura “usa o nome do Brasil no exterior apenas para autopromoção”, sugerindo que seu discurso político não representaria o país, mas sim um projeto pessoal atrelado ao mercado cultural de esquerda. Segundo o parlamentar, o ator repetiria narrativas internacionais sobre Bolsonaro e a direita brasileira ao mesmo tempo em que evita condenar governos aliados ideológicos.
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O posicionamento ocorre menos de 24 horas após a repercussão global do discurso do artista, que ganhou destaque em veículos internacionais por usar o palco do prêmio para criticar lideranças políticas brasileiras.
Crítica ao exílio artístico e às escolhas de vida
Frias também ironizou o fato de Moura residir desde 2016 nos Estados Unidos, país que o próprio ator já criticou publicamente em entrevistas.
Para o deputado, existe contradição direta entre discurso e estilo de vida:
“Critica a censura, mas vive confortavelmente nos Estados Unidos, usufruindo das liberdades do capitalismo que despreza, enquanto tenta importar ao próprio povo um ‘caviar do comunismo’ que jamais aceitaria para si”.
O termo, ecoado por outros aliados do ex-presidente, ganhou tração como forma de ataque ao que chamam de “milionários revolucionários” — artistas e influenciadores que defendem agendas progressistas enquanto desfrutam de sucesso financeiro e projeção global.
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