Silas Malafaia detona Wagner Moura após discurso contra Bolsonaro no Globo de Ouro: “esquerdista de araque”
O ator chamou Jair Bolsonaro de “fascista” durante discurso no Globo de Ouro.
- Foto: reprodução
Resumo
Silas Malafaia comprou briga com Wagner Moura após o ator chamar Jair Bolsonaro de “fascista” no Globo de Ouro de 2026. Pastor acusou o artista de hipocrisia, criticou investimento do governo Lula no filme O Agente Secreto e afirmou que Moura deveria “morar em Cuba”. Debate sobre ditadura, cultura e política repercute nas redes e levanta discussão sobre financiamento público do audiovisual.
Notícias do Brasil – O pastor Silas Malafaia criticou publicamente o ator Wagner Moura nesta segunda-feira (12/1), um dia depois de o artista chamar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “fascista” durante discurso na cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles. O pastor reagiu nas redes sociais e chamou o ator de ‘esquerdista de araque’.
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Postagem se estende a críticas ao governo Lula
Em publicação no X (antigo Twitter), Malafaia chamou Moura de “artista cretino” e afirmou que ele defende um modelo de gestão cultural que privilegia militantes de esquerda.
“Governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura. Na verdade é compra de consciência e propaganda de governo”, escreveu o pastor.
O líder religioso ainda sugeriu que o ator deveria “morar em Cuba” e o acusou de se beneficiar de políticas públicas enquanto critica adversários políticos.
Discurso de Moura cita ditadura e critica Bolsonaro
A reação foi motivada por falas de Moura após receber o prêmio de Melhor Ator de Drama pelo filme O Agente Secreto.
Durante a discurso, o ator afirmou que o país ainda convive com consequências do período da ditadura militar e relacionou Bolsonaro a uma retomada de práticas autoritárias.
“A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira”, disse Moura, reforçando que o cinema tem papel na exposição desses temas.
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Ele disse ainda que o ex-presidente representa “ecos da ditadura”, ao se referir ao período entre 2018 e 2022.
Diretor Kleber Mendonça reforça críticas
O debate não ficou restrito ao ator. O diretor Kleber Mendonça Filho, também presente na premiação, repetiu críticas ao ex-presidente.
Para ele, Bolsonaro foi “epicamente irresponsável” durante seu mandato e teria agravado crises políticas e sociais.
O diretor afirmou ainda que produções audiovisuais podem ser espaço de contestação e reflexão.
Filme financiado com verba pública
Parte da crítica de Malafaia se baseia no financiamento público do filme premiado. O Agente Secreto recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerenciado pela Ancine, a partir de processo seletivo aberto e aprovado em 2024.
Embora o mecanismo seja previsto em lei e utilizado há anos por governos de diferentes linhas políticas, Malafaia argumentou que a destinação de verbas reforça um suposto alinhamento exclusivo com artistas de esquerda.
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