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Manaus

Há exatos 5 anos, Manaus enfrentava crise do oxigênio durante a segunda onda da pandemia

Explosão de casos provocou colapso de estoques, levou à transferência emergencial de pacientes e marcou o ponto mais dramático da pandemia no Brasil.

Por Natan AMPOST

14/01/2026 às 12:52

Resumo

Manaus relembra cinco anos do colapso do oxigênio durante a segunda onda da Covid-19. Demanda explodiu, hospitais ficaram sem cilindros e pacientes foram transferidos para outros estados.

Notícias de Manaus – Manaus chegou ao dia 14 de janeiro de 2021 vivendo um cenário que ficará para sempre registrado na memória do país. Naquele momento, em meio à segunda onda da pandemia de Covid-19, hospitais da capital enfrentaram falta de oxigênio medicinal, insumo vital para tratar pacientes com insuficiência respiratória.

Cinco anos depois, Manaus relembra aquele janeiro como o ponto crítico da pandemia.

O número de internações cresceu em ritmo acelerado e pressionou o sistema hospitalar como nunca antes. Imagens de unidades superlotadas, corredores cheios e familiares em busca de cilindros tomaram as redes sociais e chamaram atenção do mundo.

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde, o Amazonas registrou em 2021 232.218 casos confirmados, com 64.128 só em janeiro. Até março daquele ano, Manaus contabilizaria 4.430 mortes por Covid-19, período em que a cidade enfrentou sua maior sobrecarga hospitalar desde o início da pandemia.

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Demanda explodiu e superou rapidamente a capacidade local

No início daquele mês, a cidade assistiu a um avanço agressivo de casos graves, impulsionado por variantes mais transmissíveis do coronavírus. A procura por oxigênio disparou.

Em períodos sem pico, o consumo hospitalar variava entre 15 e 17 mil m³ diários. No auge da onda, no dia 14 de janeiro, o número saltou para 76,5 mil m³ em apenas 24 horas.

A produção disponível no estado vinha de três empresas — White Martins, Carbox e Nitron — que somavam 28,2 mil m³ por dia.

O déficit chegou a 48,3 mil m³, tornando impossível atender simultaneamente todos os pacientes que dependiam do insumo.

Hospitais começaram a relatar que seus tanques estavam no limite, ambulâncias passaram a circular com cilindros para abastecer unidades e profissionais de saúde buscavam alternativas emergenciais para garantir assistência.

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Hospitais lotados

Com os estoques esgotando e a taxa de internação crescendo, unidades de saúde atingiram sua capacidade. O Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do Alvorada precisou fechar temporariamente.

Leia mais: Pazuello e Exército ignoraram pedido de socorro do Governo do AM enviado cinco dias antes da crise de oxigênio

Internos eram atendidos na medida do possível com os recursos ainda existentes, enquanto equipes monitoravam minuto a minuto a chegada de oxigênio para redistribuição entre hospitais.

A pressão ultrapassou limites logísticos e levou o estado a pedir auxílio imediato do Ministério da Saúde e de outras unidades federativas.

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Transferências emergenciais em larga escala

Com o cenário se deteriorando rapidamente, iniciou-se uma operação sem precedentes: mais de 500 pacientes foram levados para hospitais em outros estados em transporte aéreo.

Leia mais: Amazonas transfere 21 pacientes para os estados do Maranhão e Piauí por falta de oxigênio

A Força Aérea Brasileira atuou em voos de transferência, assim como aeronaves contratadas civis, para reduzir a lotação das UTIs de Manaus e permitir que pacientes críticos continuassem tratamento.

As imagens das transferências — macas embarcando em aviões, profissionais com EPI e filas de ambulâncias em pistas — se tornaram símbolo da resposta emergencial adotada naquele período.

Evento que virou marco da pandemia

Para profissionais e pesquisadores de saúde pública, o episódio marcou a importância de planejamento e monitoramento contínuo das curvas de contágio, principalmente em regiões geograficamente isoladas.

Também serviu como ponto de virada para a estrutura hospitalar local, que passou a ser reforçada nas semanas seguintes com instalação emergencial de usinas de oxigênio e ampliação de leitos.

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Medidas adotadas após o colapso

Em nota recente, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) afirmou que, desde o episódio, foram implementadas ações estruturais duradouras. Entre elas:

*ampliação da rede hospitalar em Manaus e no interior

*descentralização do atendimento de urgência

*implantação e expansão de usinas de oxigênio em unidades estratégicas

*compra de equipamentos e reforço tecnológico

*adoção de protocolos para agilizar respostas em emergências sanitárias

A pasta destaca que as iniciativas buscam garantir maior resiliência do sistema público diante de futuras epidemias ou crises respiratórias sazonais.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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