Grupo de moradores inadimplentes destitui síndica, rescinde contrato com empresa de segurança e deixa condomínio desprotegido em Manaus
Disputa interna no Dom Pedro I envolve arrombamento de sala administrativa, acesso a contas e batalha judicial.
- Foto: reprodução
Resumo
Moradores denunciam que grupo de condôminos inadimplentes tomou o controle de um condomínio tradicional de Manaus após assembleia considerada ilegal, expulsou a síndica da administração e acessou contas bancárias sem decisão definitiva da Justiça. A troca abrupta de gestão reduziu a segurança armada, deixando o residencial vulnerável e em plena disputa judicial.
Notícias de Manaus – Moradores denunciam que um grupo de condôminos inadimplentes tomou o controle administrativo do residencial depois de convocar uma assembleia considerada ilegal, destituir a síndica e assumir funções administrativas sem aval jurídico efetivo.
Apesar da controvérsia jurídica, o grupo passou a atuar como se tivesse legitimidade administrativa.
Assembleia paralela e reivindicação de controle
De acordo com moradores, integrantes do bloco opositor convocaram uma reunião sem respeitar regras formais de convocação, votação e quórum. O encontro resultou na criação de uma comissão que declarou a mulher afastada do cargo.
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A justificativa apresentada foi a alegação de má gestão, mas, segundo relatos de condôminos, não foram apresentados documentos nem provas que sustentassem a acusação.
Após o encontro, o grupo afirmou que a Justiça teria determinado o registro da ata em cartório — interpretação que advogados consultados por moradores afirmam não ter respaldo em decisão meritória.
Acesso a contas e arrombamento de dependências internas
Mesmo sem confirmação jurídica da destituição, membros da comissão assumiram repentinamente tarefas administrativas e acessaram a conta bancária do condomínio.
Moradores relatam ainda o arrombamento da sala de administração, de onde documentos e equipamentos passaram a ser manipulados sem acompanhamento da gestão formal.
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A síndica afastada contesta a iniciativa e afirma que o caso foi judicializado para reverter os atos da comissão. Segundo ela, a decisão liminar que poderia validar ou suspender a assembleia ainda não foi proferida.
Cobrança de inadimplentes teria motivado ruptura
Moradores que permaneceram alinhados à gestão original afirmam que o episódio foi deflagrado após a sindica iniciar ações de cobrança contra condôminos com pagamentos atrasados.
Entre os valores cobrados estaria um montante referente a gestões anteriores, incluindo situação em que um ex-administrador teria emitido cheques do condomínio para quitar dívida com um agiota.
A cobrança, segundo relatos, atingiu principalmente os integrantes da comissão que agora reivindicam o controle da administração.
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Síndica denuncia violação de normas internas
Em comunicado direcionado aos moradores, a sindica afirmou que os atos do grupo opositor violam a convenção e o regimento interno, responsáveis por regular o funcionamento do condomínio.
“Essas ações que estão sendo tomadas são ilegais, e muitos moradores concordam comigo”, escreveu. Ela argumenta que, sem legitimidade, a comissão não tem prerrogativa para assumir funções administrativas ou alterar contratos.
A síndica também criticou o discurso de autoridade assumido pelo grupo: “Os membros desta comissão são, no máximo, proprietários de suas unidades, e não podem mandar ou desmandar como se fossem donos do condomínio.”
Perda de vigilância armada aumenta preocupação
A empresa Pax, responsável pela segurança armada suspendeu as atividades no condomínio após a comissão realizar rescisão do contrato sem aval dos moradores em uma assembleia, segundo a síndica. Sem o serviço especializado, o residencial passou a contar apenas com um agente de portaria.
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O condomínio encontra-se sem segurança armada, contando apenas com um Agente de Portaria, o que não oferece o mesmo nível de proteção anteriormente contratado. Essa situação expõe diretamente moradores, colaboradores, visitantes e o patrimônio de todos a riscos elevados.
A sindica classificou a situação como risco direto à integridade dos moradores, destacando que prestadores de serviço, visitantes e trabalhadores ficam igualmente expostos.
Ela orientou os condôminos a reforçarem cuidados básicos e reportarem qualquer movimento estranho até que a liminar seja apreciada.
Judicialização e clima de instabilidade
O caso agora se concentra no Judiciário, que deve analisar a legalidade da assembleia convocada pelo grupo e determinar quem detém, de fato, a legitimidade administrativa.
A situação instalada tem criado constrangimento entre vizinhos.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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