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MP pede na Justiça que amazonense que abandonou amigo em trilha do Pico Paraná pague indenização

Thayane Smith subiu montanha com Roberto Farias Tomaz, que se perdeu da trilha e passou cinco dias desaparecido.

Por Marcia Jornalist

16/01/2026 às 11:24 - Atualizado em 16/01/2026 às 12:01

Resumo

MP do Paraná pede que investigada por omissão de socorro indenize Bombeiros e vítima após jovem ficar cinco dias perdido no Pico Paraná.

Notícias do Brasil – O Ministério Público do Paraná apresentou à Justiça um pedido para que Thayane Smith, investigada por omissão de socorro, indenize o Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul pelos custos das buscas realizadas após o desaparecimento de Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, no Pico Paraná. O valor solicitado é de R$ 8.105, correspondente à operação que durou cinco dias no início de janeiro.

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A medida integra uma proposta de transação penal apresentada pelo MP-PR, que identificou indícios do crime de omissão de socorro. O entendimento contraria a conclusão da Polícia Civil do Paraná, que havia arquivado o inquérito ao não reconhecer a existência de crime.

Pagamento à vítima e prestação de serviços

Além do ressarcimento aos bombeiros, a Promotoria propôs que Thayane pague três salários mínimos — R$ 4.863 — diretamente a Roberto, como reparação por danos materiais e morais. O acordo prevê ainda a prestação de serviços comunitários por três meses, com carga de cinco horas semanais, a serem cumpridos junto à corporação de bombeiros.

O pedido inclui o envio do caso ao Juizado Especial Criminal, instância responsável por analisar a proposta. A transação penal é um instrumento previsto em lei para casos de menor potencial ofensivo, evitando a abertura de uma ação penal tradicional.

Cinco dias perdido na mata

Roberto desapareceu no dia 1º de janeiro, durante a descida da trilha do Pico Paraná. Segundo o MP, após ser deixado para trás, ele vagou por cerca de 20 quilômetros em área de mata fechada, seguindo o leito do rio Cacatu. Cinco dias depois, no dia 5, chegou a uma fazenda em Antonina, onde conseguiu um celular emprestado para avisar a família que estava vivo.

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Durante o período, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas intensas, enfrentando terreno de difícil acesso e condições climáticas adversas.

MP aponta consciência do risco

Na manifestação enviada à Justiça, o Ministério Público sustenta que Thayane tinha plena consciência da situação de risco enfrentada por Roberto. Conforme o documento, o jovem apresentava sinais claros de debilidade física, como vômitos durante a subida e dificuldades para caminhar.

LEIA MAIS: Jovem abandonado por amiga amazonense no Pico Paraná fecha publi após repercussão do caso

O MP também destaca fatores externos que agravavam o cenário: frio, chuva, neblina e o alto grau de dificuldade da trilha. Mesmo assim, segundo a Promotoria, a investigada optou repetidamente por seguir sozinha.

“Mesmo após constatar a vulnerabilidade da vítima, a investigada demonstrou interesse apenas em seu próprio bem-estar físico”, aponta o MP, que atribui dolo à conduta — ou seja, a intenção consciente de assumir o risco e não prestar auxílio.

Caso segue sob análise judicial

Com a proposta apresentada, caberá agora à Justiça avaliar se a transação penal será aceita. Caso homologada, Thayane cumprirá as medidas previstas sem responder a processo criminal formal. O caso reacende o debate sobre responsabilidade, segurança e solidariedade em trilhas de alto risco no país.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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