María Corina Machado diz que será eleita presidente “na hora certa” após prisão de Maduro
A fala de Corina ocorre após a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro, realizada no início de janeiro.
- Foto: reprodução
Resumo
Líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado afirmou em entrevista que acredita que será eleita presidente da Venezuela “na hora certa”. A declaração foi dada após sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em meio a um cenário político tenso após a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro e a posse da vice Delcy Rodríguez como chefe de governo interina.
Notícias do Mundo – Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (16), María Corina Machado afirmou que vê sua possível eleição à Presidência da Venezuela como parte de um processo maior de reconstrução democrática do país. Segundo ela, há uma missão clara de devolver liberdade e estabilidade à população venezuelana.
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“Há uma missão: vamos transformar a Venezuela numa terra livre, e acredito que serei eleita presidente na hora certa, a primeira mulher presidente do país”, declarou.
Cenário político após prisão de Maduro
A fala de Corina ocorre após a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro, realizada no início de janeiro. Com a ausência do chefe do Executivo, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do país.
A transição abriu um novo capítulo na política venezuelana e intensificou as discussões sobre eleições livres, reformas institucionais e o futuro da liderança nacional.
Reunião com Trump na Casa Branca
Antes da entrevista, María Corina esteve reunida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro teve como foco a situação política da Venezuela e os próximos passos do processo de transição.
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Apesar da cordialidade, Trump afirmou publicamente que, no momento, Corina ainda não possui apoio suficiente dentro do país para assumir imediatamente a Presidência.
Entrega simbólica da medalha do Nobel
Durante a reunião, a líder venezuelana entregou a Trump sua medalha do Prêmio Nobel da Paz, recebida em 2025. O gesto teve caráter simbólico, já que o prêmio é intransferível.
Segundo Corina, a homenagem foi uma forma de reconhecer o que ela considera o compromisso do presidente norte-americano com a liberdade do povo venezuelano. Trump classificou o gesto como uma grande honra e um sinal de respeito mútuo.
María Corina Machado reforçou que defende uma transição pacífica e a realização de eleições democráticas, com participação ampla da sociedade venezuelana. Para ela, o governo interino deve ter caráter temporário e atuar exclusivamente para garantir estabilidade institucional.
A oposição segue pressionando por um calendário eleitoral claro, enquanto o país vive um dos momentos mais delicados de sua história recente.
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