Toffoli prorroga por mais 60 dias investigação da PF sobre o Banco Master
Relator do processo no STF, Toffoli acolheu a solicitação da PF, que solicitou mais tempo para aprofundar diligências em curso.
- Foto: STF
Resumo
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a prorrogação por mais 60 dias do inquérito da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A decisão atende a um pedido da PF e mantém a apuração sob sigilo.
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli prorrogou por mais 60 dias o prazo para conclusão da investigação conduzida pela Polícia Federal no caso que apura suspeitas de irregularidades no Banco Master.
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Relator do processo no STF, Toffoli acolheu a solicitação da PF, que argumentou a necessidade de mais tempo para aprofundar diligências em curso. O inquérito tramita em sigilo.
Na decisão assinada nesta sexta-feira (16), o ministro destacou que as justificativas apresentadas pela autoridade policial são suficientes para a extensão do prazo investigativo.
Segundo Toffoli, a prorrogação é necessária diante da complexidade do caso e da existência de novos elementos que precisam ser analisados no âmbito da apuração.
Material apreendido ficará sob custódia da PGR
A decisão ocorre após Toffoli determinar que peritos da própria Polícia Federal acompanhem a extração de dados e a perícia do material apreendido durante a operação realizada na quarta-feira (14).
Inicialmente, os itens — como celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos — permaneceriam lacrados na sede do STF. Posteriormente, o ministro revisou o entendimento e transferiu a custódia do material para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Toffoli autorizou o acesso de quatro peritos ao material apreendido, mas reduziu o prazo concedido à Polícia Federal para a oitiva de investigados, encurtando de cinco para dois dias o período destinado aos depoimentos.
A medida busca dar maior celeridade à coleta de informações consideradas essenciais para o avanço da investigação.
Operação mirou executivos e investidores
A operação deflagrada pela Polícia Federal incluiu novas buscas e apreensões em endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Também foi decretada a prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.
Além deles, o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, figuram entre os alvos da ação.
O pedido de prorrogação apresentado pela Polícia Federal foi fundamentado na necessidade de realização de novas diligências. Segundo os investigadores, as medidas anteriores tiveram alcance limitado e surgiram indícios da possível prática de novos ilícitos relacionados ao investigado principal.
Com a ampliação do prazo, a PF pretende aprofundar a análise do material apreendido e avançar na responsabilização dos envolvidos.
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