Faixa de Gaza: Trump cria “Conselho da Paz” e chama Lula para grupo estratégico
A iniciativa integra a nova estratégia da Casa Branca para o Oriente Médio e prevê a participação de líderes políticos.
- Foto: PR
Resumo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um “Conselho da Paz” voltado à mediação do conflito na Faixa de Gaza e convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o grupo. Enquanto o Brasil ainda avalia o convite, o presidente argentino Javier Milei já confirmou participação.
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Notícias do Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um Conselho da Paz com o objetivo de atuar na mediação e reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa integra a nova estratégia da Casa Branca para o Oriente Médio e prevê a participação de líderes políticos e representantes do setor privado.
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Entre os convidados está o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu um convite formal para integrar o órgão consultivo. Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou se Lula aceitará a indicação.
Argentina confirma presença; Brasil mantém cautela
Enquanto o governo brasileiro adota uma postura reservada, o presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou oficialmente sua participação no conselho neste sábado (17). Em publicações nas redes sociais, Milei classificou o convite como “uma honra” e divulgou a carta enviada pela Casa Branca.
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A diferença de posicionamento evidencia abordagens distintas dos países sul-americanos em relação à política externa conduzida por Washington no conflito entre Israel e Palestina.
Composição do Conselho da Paz
O novo grupo será presidido pelo próprio Donald Trump e reunirá nomes de peso da política internacional e do setor empresarial. Entre os integrantes já anunciados ou convidados estão:
Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos;
Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido;
Marc Rowan, bilionário e executivo do setor financeiro;
Robert Gabriel, assessor de Trump no Conselho de Segurança Nacional.
Trump descreveu o colegiado como “o mais prestigiado conselho já reunido” para tratar do conflito em Gaza.
Plano vai além da diplomacia tradicional
Segundo comunicados oficiais da Casa Branca, o Conselho da Paz terá atuação técnica e estratégica, indo além das negociações diplomáticas convencionais. A proposta envolve três eixos principais:
Reconstrução: mobilização de investimentos e financiamento internacional;
Governança: fortalecimento das relações regionais e atração de capital privado;
Segurança: implementação de uma força internacional para estabilização do território.
Expectativa sobre a decisão de Lula
A possível participação do presidente brasileiro no conselho é vista como um movimento de peso diplomático, especialmente diante do histórico do Brasil em defesa de soluções multilaterais para conflitos internacionais. A decisão de Lula poderá indicar o grau de alinhamento — ou distanciamento — do Brasil em relação à nova estratégia dos Estados Unidos para o Oriente Médio.
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