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Damares cita igreja ligada à família do deputado Silas Câmara como alvo da CPMI do INSS

Igreja ligada à família de Silas Câmara aparece em requerimentos da comissão que apura fraudes contra aposentados.

Por Natan AMPOST

20/01/2026 às 12:39 - Atualizado em 25/01/2026 às 15:54

Resumo

A senadora Damares Alves afirma que a CPMI do INSS analisa indícios envolvendo instituições religiosas, cita a Assembleia de Deus do Amazonas e reacende embate com Silas Malafaia. Igreja ligada à família do deputado Silas Câmara já prestou informações ao colegiado.

Notícias de política – A investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou um novo e delicado capítulo no Congresso Nacional. Após a divulgação de uma lista de igrejas e pastores citados em requerimentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), a senadora Damares Alves citou que a Assembleia de Deus do Amazonas está entre as instituições mencionadas nos trabalhos do colegiado. A informação é do Estadão.

Segundo a parlamentar, a igreja já forneceu os dados solicitados pela CPMI e aguarda agora a análise da documentação. O foco da investigação é apurar possíveis vínculos entre entidades religiosas e esquemas de fraude que teriam lesado aposentados e pensionistas do INSS.

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Vínculos com familiares de Silas Câmara

A citação à Assembleia de Deus do Amazonas chamou atenção pelo contexto político. A instituição, assim como a Fundação Boas Novas, possui vínculos com familiares do deputado Silas Câmara, líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.

Leia também: Vereador Sargento Salazar ameaça dono do portal AM POST de morte

Embora o parlamentar não seja investigado diretamente até o momento, a relação familiar e institucional ampliou a repercussão do caso, especialmente no meio político e religioso. Nos bastidores, o tema é tratado como sensível, por envolver fé, dinheiro público e um dos segmentos mais organizados do Congresso.

Damares endurece discurso e responde a Malafaia

Em entrevista ao jornal O Globo, Damares manteve o tom firme ao comentar as críticas recebidas do pastor Silas Malafaia, com quem trava um embate público desde a semana passada. Sem rodeios, a senadora afirmou que não submete sua atuação parlamentar a líderes religiosos.

Leia mais: Após ser criticada por Malafaia, Damares expõe igrejas e pastores que estariam envolvidos no esquema de fraudes no INSS; confira

“O Malafaia precisa orar um pouco. Eu não submeto minhas ações parlamentares a ele”, disse. Em seguida, reforçou que, além das instituições já divulgadas, há menções à Assembleia de Deus do Amazonas nos documentos analisados pela CPI.

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Dever constitucional e desconforto político

A senadora afirmou sentir “profundo desconforto e tristeza” diante da possibilidade de igrejas ou líderes religiosos estarem envolvidos em esquemas de fraude contra aposentados. Ainda assim, destacou que a CPMI tem obrigação constitucional de investigar os fatos com responsabilidade, imparcialidade e base documental.

Para Damares, o tamanho ou a influência de uma instituição não pode servir como escudo contra investigações. “Quando se trata de dinheiro público e de pessoas vulneráveis, ninguém está acima da lei”, tem repetido a senadora em conversas reservadas.

Origem do embate público

O confronto com Malafaia teve início no domingo (11), durante entrevista ao SBT News. Na ocasião, Damares afirmou que a CPMI havia identificado igrejas e líderes religiosos citados em investigações sobre fraudes contra aposentados do INSS.

“Estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade dizendo: ‘não falem, não investiguem’”, declarou. A fala gerou reação imediata.

Na quarta-feira (14), Malafaia classificou a declaração como “conversa fiada”, o que levou a senadora a divulgar publicamente uma lista de requerimentos da CPMI, incluindo pedidos de quebra de sigilo de instituições religiosas e convites para oitivas de pastores.

Próximos passos da investigação

A CPMI do INSS segue analisando documentos e avaliando pedidos de quebra de sigilo, além de definir os próximos convocados para depoimentos. A expectativa é que o colegiado avance sobre a cadeia financeira dos esquemas investigados, identificando eventuais intermediários e beneficiários.

Enquanto isso, o embate público expõe uma tensão crescente entre política, religião e fiscalização do uso de recursos públicos. No Congresso, o recado está dado: fé não blinda ninguém quando a investigação bate à porta.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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