Trump reforça convite a Lula para integrar conselho de paz sobre Gaza: “terá um grande papel”
Na mesma ocasião, Trump voltou a criticar a Organização das Nações Unidas (ONU).
- Foto: PR
Resumo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que convidou Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o Conselho de Paz para Gaza e disse ter apreço pessoal pelo líder brasileiro. O governo do Brasil confirmou o convite, mas informou que Lula ainda avalia os impactos diplomáticos, políticos e financeiros antes de tomar uma decisão.
Notícias do Brasil – Durante coletiva realizada nesta terça-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que espera uma participação ativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no recém-anunciado Conselho de Paz para Gaza. Segundo Trump, o convite já foi feito e o brasileiro teria papel relevante no novo organismo internacional.
PUBLICIDADE
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, declarou o republicano, reforçando a importância que atribui à presença do chefe do Executivo brasileiro no grupo.
Leia mais: Trump publica imagem gerada por IA com anexação de Canadá, Venezuela e Groelândia aos Estados Unidos
Conselho pode substituir a ONU, diz Trump
Na mesma ocasião, Trump voltou a criticar a Organização das Nações Unidas (ONU) e afirmou que o novo conselho poderia, em certa medida, ocupar o espaço deixado pela entidade em conflitos internacionais.
“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura desse potencial”, afirmou. Trump também disse que, em sua avaliação, conflitos recentes foram encerrados sem a participação direta do organismo internacional.
Governo brasileiro confirma convite, mas decisão ainda não foi tomada
O Palácio do Planalto confirmou que recebeu oficialmente o convite na última sexta-feira (16), porém destacou que Lula ainda não decidiu se aceitará integrar o conselho. Segundo interlocutores do governo, a cautela se deve à complexidade do cenário internacional envolvendo a Faixa de Gaza.
PUBLICIDADE
O tema foi tratado em reunião entre Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, realizada na segunda-feira (19), no Palácio do Planalto. A orientação é analisar o documento de forma detalhada antes de qualquer posicionamento público.
Pontos em análise pelo Planalto
De acordo com informações apuradas, a equipe presidencial avalia diversos fatores antes de uma resposta oficial aos Estados Unidos. Entre eles estão:
a composição do conselho e os países que devem integrar o grupo;
o posicionamento político e diplomático dos membros em relação ao conflito em Gaza;
os impactos financeiros e possíveis obrigações orçamentárias;
os objetivos do órgão, especialmente no que diz respeito à segurança, transição política e reconstrução do território;
a necessidade de articulação com outras nações influentes no tema.
Ainda não há prazo definido para que o Brasil comunique sua decisão.
Conselho de Paz para Gaza
O Conselho de Paz foi anunciado por Donald Trump na última semana e faz parte da segunda etapa de um plano de 20 pontos apresentado pelo governo norte-americano para encerrar o conflito na Faixa de Gaza. O órgão prevê a participação de cerca de 60 países e terá mandato inicial de três anos.
O documento estabelece que membros permanentes deverão contribuir com uma taxa de US$ 1 bilhão ao fundo do conselho já no primeiro ano. Além de Lula, outros líderes mundiais foram convidados, embora alguns, como o presidente francês Emmanuel Macron, já tenham descartado a participação.
Entre os membros fundadores anunciados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Trump.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






