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Operação bilionária de carbono na Amazônia envolve empresas da família de Daniel Vocaro

A operação envolveu ativos vinculados a terras públicas do governo federal e alcançou a cifra de mais de R$ 45,5 bilhões.

Por Jonas Souza

20/01/2026 às 20:45

Resumo

Empresas ligadas à família do banqueiro Daniel Vorcaro são citadas em documentos que apontam um esquema bilionário envolvendo créditos de carbono na Amazônia, com ativos inflados e lastreados em terras públicas federais. A operação teria movimentado mais de R$ 45 bilhões, segundo apuração da Folha de S.Paulo.

Notícias do Brasil  – Empresas associadas à família do banqueiro Daniel Vorcaro são apontadas como responsáveis pela estruturação de um megaprojeto de créditos de carbono na Amazônia que teria inflado, sem respaldo concreto, o valor de fundos administrados pela Reag. As informações constam em documentos obtidos e divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo.

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De acordo com a apuração, a operação envolveu ativos vinculados a terras públicas do governo federal e alcançou a cifra de mais de R$ 45,5 bilhões.

Os documentos indicam que o projeto foi estruturado a partir de um contrato firmado em agosto de 2022 pela Alliance Participações. A empresa pertence a Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, pai e irmã de Daniel Vorcaro.

A partir desse acordo, o grupo teria dado início à montagem de um modelo financeiro voltado à geração e comercialização de créditos de carbono em larga escala na região amazônica.

Envolvimento de fazendeiro e intermediário

O contrato que deu origem à operação envolveu o fazendeiro Marco Antônio de Melo, apontado como proprietário formal da área utilizada no projeto. Também aparece como parte do negócio o intermediário José Antônio Ramos Bittencourt, responsável por conectar os interesses entre os envolvidos.

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Segundo a reportagem, as terras utilizadas como base para os créditos estariam localizadas em áreas públicas federais, o que levanta questionamentos sobre a legalidade e a legitimidade dos ativos negociados.

Ativos inflados e falta de lastro real

Um dos principais pontos levantados nos documentos é a suspeita de que os valores atribuídos aos créditos de carbono teriam sido artificialmente inflados, sem respaldo ambiental ou jurídico compatível com os montantes apresentados.

Esses ativos teriam sido incorporados a fundos sob gestão da Reag, elevando significativamente o valor total administrado, apesar das fragilidades na comprovação do lastro real das operações.

Caso pode gerar repercussão no mercado financeiro e ambiental

O caso chama atenção tanto no mercado financeiro quanto no setor ambiental, especialmente em um momento de crescente interesse global por créditos de carbono e investimentos sustentáveis.

Especialistas apontam que operações desse porte, quando baseadas em terras públicas ou sem critérios técnicos rigorosos, podem comprometer a credibilidade do mercado de carbono brasileiro e gerar riscos jurídicos relevantes.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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