PGR arquiva pedido para afastar Toffoli de investigação sobre o Banco Master
Paulo Gonet afirma que caso já está sob análise do STF e vê ausência de elementos para medidas contra o ministro.
- Foto: reprodução
Resumo
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou pedido de deputados para afastar o ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master no STF. A solicitação citava uma viagem em voo privado com advogado ligado à defesa de executivo do banco, mas a PGR entendeu que não há providências a adotar no momento.
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar um pedido apresentado por deputados federais que buscavam o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, da relatoria do inquérito envolvendo o Banco Master.
A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras no âmbito da operação Compliance Zero, que tem como alvo dirigentes e operações da instituição financeira.
Deputados alegaram possível conflito de interesses
A representação foi protocolada pelos deputados Adriana Ventura, Carlos Jordy e Caroline de Toni. No documento, os parlamentares pediram o reconhecimento de impedimento e suspeição de Toffoli na condução do caso.
O pedido se baseou em uma viagem realizada pelo ministro a Lima, no Peru, em novembro de 2025, quando ele teria compartilhado um voo particular com o advogado Augusto Arruda Botelho, que atua na defesa do diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antônio Bull.
Viagem para final da Libertadores gerou questionamentos
A viagem ocorreu por ocasião da final da Copa Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima. Segundo os deputados, o fato de o ministro ter utilizado a mesma aeronave que um advogado vinculado ao caso poderia comprometer a imparcialidade na relatoria da investigação.
O voo foi realizado em um jatinho pertencente ao empresário e ex-senador Luiz Oswaldo Pastore, no qual também estavam o ex-deputado Aldo Rebello e o advogado ligado ao Banco Master.
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Gonet vê caso já sob apuração regular
Na decisão, Paulo Gonet afirmou que não há providências a serem tomadas no momento, uma vez que os fatos mencionados na representação já estão sob análise no próprio STF, com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República.
Leia documento completo:PGR-arquiva-pedido-impedimento-Toffoli-15.jan_
“O caso já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da PGR”, escreveu o procurador-geral, ao justificar o arquivamento do pedido.
Relatoria segue sob responsabilidade de Toffoli
Com o arquivamento da representação, Dias Toffoli permanece como relator do inquérito que investiga irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. A apuração inclui suspeitas de fraude e operações que motivaram a deflagração da operação Compliance Zero.
Até o momento, o STF não anunciou mudanças na condução do caso, que segue em andamento sob sigilo parcial.
Caso amplia debate sobre ética e imparcialidade no Judiciário
O episódio reacendeu discussões sobre ética, conflitos de interesse e a necessidade de transparência na atuação de autoridades judiciais, especialmente em investigações de grande impacto no sistema financeiro.
Enquanto parlamentares defendem critérios mais rigorosos para avaliar suspeição de magistrados, a decisão da PGR indica que, por ora, não há elementos suficientes para afastar Toffoli da relatoria. O desdobramento do caso Banco Master segue sob atenção do meio político e jurídico.
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