Ato relembra sete anos da tragédia de Brumadinho e cobra justiça
Crianças participaram de ação simbólica com argila e plantio para homenagear as vítimas e reforçar a luta por responsabilização.
- Paulo Pinto/Agência Brasil
Resumo
Um ato simbólico realizado neste domingo (25), na Avenida Paulista, em São Paulo, marcou os sete anos do rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, tragédia que deixou 272 mortos. Crianças sentadas no chão moldaram pequenos vasos de argila para plantar sementes, em um gesto de memória, conscientização ambiental e cobrança por justiça.
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Notícias do Brasil – A mobilização foi promovida pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, criado em homenagem aos filhos de Helena Taliberti, mortos na tragédia enquanto estavam hospedados na Pousada Nova Estância, que foi engolida pelos rejeitos. Além dos filhos, Helena também perdeu a nora, que estava grávida, e outros familiares durante a mesma viagem.
Emocionada, Helena destacou a importância de educar as novas gerações para a preservação ambiental. Segundo ela, é fundamental criar espaços verdes dentro das cidades e ampliar a consciência sobre o cuidado com os biomas, especialmente em centros urbanos como São Paulo, que preserva apenas uma pequena parcela da Mata Atlântica original.
Ao meio-dia e 28 minutos, uma sirene foi acionada na Avenida Paulista para simbolizar o horário em que ocorreu o rompimento da barragem e para lembrar que, na data da tragédia, o alerta não foi acionado para avisar a população.
Familiares cobram responsabilização e alertam para risco de novas tragédias
Helena ressaltou que investigações apontaram que a empresa tinha conhecimento dos problemas estruturais da barragem, mas não realizou a manutenção adequada. Para ela, a tragédia poderia ter sido evitada caso os protocolos de segurança tivessem sido cumpridos.
A ativista também relembrou o rompimento da barragem de Mariana, ocorrido antes de Brumadinho, afirmando que o episódio deveria ter servido como alerta para impedir novas tragédias.
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Passados sete anos, ainda não houve responsabilização criminal definitiva. Um processo segue em tramitação na Justiça de Minas Gerais, envolvendo 15 pessoas. Segundo Helena, a reparação às famílias atingidas tem sido lenta e insuficiente, e muitas perderam casas, plantações e meios de subsistência.
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Ela reforça que, embora não seja possível reparar a perda de vidas, é fundamental garantir justiça e responsabilização para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer no país.

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