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Presidente da OAB defende reforma do Judiciário, mandato para ministros do STF e código de ética

Beto Simonetti afirma que fortalecimento da Justiça exige regras claras, equilíbrio institucional e respeito à Constituição.

Por Natan AMPOST

26/01/2026 às 10:06 - Atualizado em 28/05/2026 às 20:42

Resumo

Presidente nacional da OAB, Beto Simonetti defende debate sobre reforma do Judiciário, com foco em código de ética, mandatos para ministros e limites a decisões monocráticas, sem ferir a Constituição.

Notícias do Brasil – O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, defendeu a necessidade de discutir uma reforma no Poder Judiciário como forma de fortalecer a credibilidade institucional e aprimorar o sistema de Justiça no país. Em artigo publicado no último sábado (24/1) no jornal O Estado de S. Paulo, Simonetti argumenta que o caminho para o fortalecimento do Judiciário passa por regras claras, proporcionais e compatíveis com a Constituição, e não por proibições amplas ou medidas consideradas inconstitucionais.

Crítica a generalizações e defesa de debate técnico

No texto, Simonetti alerta para os riscos de narrativas generalizantes que, segundo ele, podem prejudicar o debate público e enfraquecer a confiança nas instituições. Para o dirigente da OAB, a discussão deve se concentrar em propostas concretas de aprimoramento do Judiciário, sempre com base em critérios técnicos e respeito aos princípios constitucionais.

O presidente da Ordem defende que qualquer mudança seja construída a partir do diálogo institucional, evitando soluções simplistas para desafios estruturais complexos.

Código de ética, mandatos e decisões monocráticas

Entre as propostas citadas no artigo estão a adoção de um código de ética mais estruturado, a definição de mandatos para ministros e o estabelecimento de limites para decisões monocráticas. Simonetti ressalta que essas medidas não representam desconfiança em relação aos magistrados, mas sim uma forma de dar maior concretude a deveres éticos já existentes.

Confira a íntegra do artigo

Segundo ele, o objetivo é alinhar o Judiciário brasileiro às melhores práticas adotadas por democracias consolidadas, fortalecendo a previsibilidade, a transparência e a responsabilidade institucional.

Fortalecimento da credibilidade institucional

Simonetti destaca que a credibilidade do Poder Judiciário depende de mecanismos claros de controle, normas aplicáveis a situações concretas de potencial conflito e da observância rigorosa à Constituição. Para o presidente da OAB, reformas devem buscar equilíbrio entre autonomia judicial e responsabilidade pública.

Ele afirma que medidas bem estruturadas podem contribuir para aumentar a confiança da sociedade nas decisões judiciais, sem comprometer a independência dos tribunais.

Leia também: Fachin defende Toffoli no caso Master e e diz que STF não se curva a ameaças

Papel da OAB no debate sobre a reforma

O presidente da Ordem assegura que a OAB está preparada para contribuir com o debate de forma técnica, isenta e comprometida com os interesses da cidadania. Simonetti reforça que o aperfeiçoamento do sistema de Justiça exige diálogo entre instituições, responsabilidade democrática e fidelidade aos princípios constitucionais.

Para ele, a reforma do Judiciário deve ser tratada como um tema de Estado, com participação ativa da sociedade e foco na construção de soluções duradouras para o fortalecimento do sistema de Justiça no Brasil.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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